10 de julho de 2026
Geral

Alvo de furtos, Centro tem ?Loira do Crack? e ?Ladrão-Aranha?

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Quem nunca ouviu a assustadora história da "Loira do Banheiro", um espírito que aparecia de branco para amedrontar pessoas nos toaletes? Além de uma onda de furtos, os moradores do Centro da cidade estavam sendo atormentados por outra figura: a "Loira do Crack".

Segundo a Polícia Militar, esta mulher é Ana Inês Ambrózio Faustino, 39 anos, que foi presa na manhã de ontem em flagrante após furtar três celulares de um escritório na quadra 5 da rua Rio Branco.

Viciada em crack há 11 anos, conforme a própria Inês confessou à reportagem ontem, ela iria usar os objetos furtados para trocar pela droga. Segundo a PM, a mulher é suspeita de vários outros furtos na região central.

Porém, Ana Inês não é a única. Moradores das quadras 3 e 4 da rua Rio Branco, nas proximidades da Cracolândia, reclamam da onda de crimes que afeta o local. Praticamente todos que ali residem possuem uma história para contar.


Vidro e fuga

Um dos moradores da quadra 3 da via, que não quer se identificar por questões de segurança, se deparou com outro ladrão icônico. Após ser flagrado quebrando um vidro, o "Ladrão-Aranha" teria pulado de telhado em telhado por, no mínimo, cinco casas. A polícia foi acionada, porém, ele fugiu.

Uma autoescola vizinha também foi alvo dos bandidos. E o pior que não foi uma única vez. Os ladrões "visitaram" o estabelecimento em duas noites seguidas. "No sábado (no último dia 14), o ladrão cortou a cerca elétrica, arrombou a porta e levou computador, celulares, capacetes e várias outras coisas. No dia seguinte, um ?amigo? dele voltou para levar o resto. Felizmente, os vizinhos chamaram a polícia e ele foi preso", conta Suzana Freneda, 41 anos, proprietária do local.

E, na maioria dos casos, os autores são os populares "noias", que furtam com o objetivo de comprar drogas. Alguns chegam até a agredir moradores. É o caso da representante comercial Sheila Benedicto, 46 anos, que usou um guarda-chuva para se defender.

"Ele veio para cima de mim na última sexta-feira. Usei um guarda-chuva e chamei meu filho. Quando fiz isso, ele se assustou e correu", conta a mulher, que diz viver "presa" em casa para fugir dos "zumbis".

Os problemas são tantos que os moradores estudam instalar sistema de monitoramento voltado para as ruas. O comandante do 4.º BPM-I, tenente-coronel Nelson Garcia Filho, confirma.

"Nós patrulhamos, mas é difícil. Se pegamos em flagrante ou com droga, conseguimos prendê-los. Do contrário, não. E quase tudo gira em torno das drogas, do crack. Por isso estamos fazendo operações nessas áreas, como é a Revitalizar", alega o comandante.