São Paulo - O presidente do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5), Paulo Roberto de Oliveira, suspendeu a liminar da Justiça Federal no Ceará que liberava o acesso às provas e aos espelhos de correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 para todos os candidatos do País.
Na decisão, o presidente do TRF-5 afirma "saltar aos olhos a mais aparente politização das questões relativas ao Enem. Se, de um lado, o exame ainda não ostenta - é fato a se lamentar - a qualidade operacional desejada, de outro não pode ser ignorado o descuido - inexiste palavra mais amena para dizê-lo - com que vem sendo judicialmente combatido".
De acordo com o magistrado, a decisão de suspender a liminar se dá por várias razões. Além da ação ajuizada pelo Ministério Público Federal no Ceará ter sofrido dois aditamentos, o Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame, já havia se comprometido a liberar o acesso às redações em 2012.
"Com efeito, a disponibilização das provas quer-se feita a 3.881.329 candidatos (os com nota, os com redação em branco e os com redação anulada por algum motivo). Mas nem todos o postularam, e talvez somente uns poucos estejam insatisfeitos com a nota obtida", afirmou o presidente, que entende que a disponibilização das provas e dos espelhos com a tecnologia atual serviria "mais para tumultuar o certame".
Esta é a segunda ação julgada pelo TRF-5. Em novembro de 2011, o tribunal suspendeu a liminar da Justiça Federal no Ceará que determinava o cancelamento de 13 questões do Enem para todo o país, após vazamento entre alunos de um colégio em Fortaleza.