Fazia um bom tempo que não lia na Tribuna do Leitor carta tão objetiva e assertiva (24/01) como a de Winye Mink. Não sei se ela sabe dos estudos de violência nos EUA, que há mais de 20 anos já se propôs a coibir maus- tratos contra animais, por ter ficado comprovado que todos assassinos crueis e serial killer iniciaram suas "carreiras" servindo-se de animais. Comprovou também (o estudo) que onde os animais correm perigo estão vulneráveis as crianças e os idosos. Pode ser que ela não soubesse do estudo e tivesse se guiado apenas pela compaixão, o mais nobre dos sentimentos. Más como ela mesmo afirma, não é uma questão dessa ou daquela causa, e sim de sentimento que qualquer cristão deveria ter, independente de preferência. Uma pessoa, qualquer pessoa, que é capaz de ver o sofrimento de um ser vivo e passar indiferente, é assustador. O pior de tudo é que conheço várias pessoas que não se condoem do sofrimento alheio, mas quando chega sua hora... Parabéns Winye, você me faz ter um pouco de esperança, a mim que lido com crueldade contra animais.
Para os omissos e, portanto, coniventes e cúmplices, fica a frase de Brigite Bardot: "Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, apenas o horror ao sofrimento imposto aos mais fracos, que não podem se defender".
Maria Dolores Barbosa Gómez - União Internacional Protetora dos Animais - UIPA - seção Bauru