09 de julho de 2026
Nacional

Haddad diz que vai priorizar aliados


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São Paulo - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse ontem que a sua chapa vai priorizar alianças com partidos da base do governo, como PR, PMDB, PC do B e PSB.


Isso não interdita, contudo, o debate com as demais legendas, segundo Haddad.


Na prática, as conversas com o PSD de Gilberto Kassab continuarão.


O ex-ministro, que deixou a pasta de Educação no começo da semana, reuniu-se ontem com seu conselho político para discutir estratégias de sua campanha à Prefeitura.


Embora seja apoiada pelo ex-presidente Lula, uma eventual aliança com Kassab não tem simpatia de setores do PT.


Na quarta-feira, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que apoiar Haddad é somente a “terceira opção” do atual prefeito de São Paulo.


Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu afirmou que a aliança com PSD é caminho de “pedras e perigos”.


Presidente do PT otimista


O Conselho Político da pré-campanha de Haddad discutiu ontem uma proposta de resolução do PT que reunirá as diretrizes do projeto da legenda para a administração do executivo municipal. Segundo o presidente nacional do partido, deputado estadual Rui Falcão, os integrantes deste conselho discutem também a organização da agenda do pré-candidato, além de questões burocráticas, como estrutura para o comitê de campanha e os primeiros esboços do plano de governo. “Estou muito otimista com a nossa possibilidade de reconquistar a Prefeitura”, disse Falcão, ao deixar o encontro, que está sendo realizado em São Paulo.


O presidente da legenda adiantou que o programa de governo de Haddad terá contribuição de entidades sociais e dos aliados da base do governo Dilma Rousseff que aderirem à candidatura. A resolução em discussão também deve abordar o perfil do futuro vice da chapa petista. “Primeiro vamos definir os compromissos programáticos e os partidos que vão se reunir em torno disso. E o vice tem que corresponder a este perfil”, afirmou.


Falcão disse também que a discussão em torno do eventual apoio do PSD, do prefeito Gilberto Kassab, não esteve no foco das discussões de ontem, assim como não foram abordadas as alianças com outras legendas: “Esse diálogo com os partidos, mesmo com quem tem candidatos, não é para pressionar a retirar a candidatura, é porque São Paulo, tradicionalmente, tem dois turnos.”



Marta Suplicy


Pela manhã de ontem, participavam da reunião 19 dos 27 integrantes do Conselho Político. A principal ausência era da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que até agora não compareceu a nenhum dos outros dois encontros. “Ela deve estar fora de São Paulo, mas tenho certeza, absoluta, de que ela participará da pré-campanha, como sempre esteve em todas as campanhas do PT”, disse Falcão.


O petista comemorou a liberação de Haddad pela presidente Dilma Rousseff de suas atribuições na pasta da Educação para se dedicar integralmente à campanha. “Queria ressaltar nossa alegria pela liberação do Fernando Haddad, que agora pode estar em tempo integral na campanha. E também transmiti o sentimento que vi em Brasília do apoio ao trabalho dele lá, inclusive com o simbolismo do milionésimo estudante do ProUni”, ressaltou.


Em sua breve participação na reunião de ontem, o dirigente petista disse ainda que a vitória em São Paulo só será possível com a unidade do partido e com um programa de mudanças na gestão municipal. “Estou totalmente de acordo com a visão programática que ele (Haddad) tem de que dentro de casa o cidadão paulistano está muito satisfeito com os benefícios que auferiram nesses anos os governo Lula e Dilma. Mas, da porta para fora, nós temos que mudar muita coisa”, disse, numa referência aos problemas que a cidade de São Paulo enfrenta.