Leio com muita atenção tudo que sai publicado no Jornal da Cidade, principalmente no que diz respeito à defesa da causa animal, da qual sou profunda entusiasta. Fico intrigada com algumas pessoas que não conseguem separar assuntos e misturam tudo, manifestando-se indignadas com os defensores dos animais, enquanto crianças passam necessidades pelo mundo afora, incluindo o Brasil.
Fazer uma comparação assim chega a ser surreal. Uma coisa não afasta a outra e cada grupo de ativista tem a sua área de atuação. Mas sempre em busca de um só objetivo: o bem-estar das minorias. Eu não peço que ninguém entenda minha paixão pelos animais, mas quero apenas que respeite minha opção de sentimentos.
E não é por que sou apaixonada pela causa animal que não me compadeço da fome no mundo, das crianças abandonadas, das mulheres agredidas em seus lares e de tantas outras atrocidades e aberrações humanas.
Mas escolhi pertencer ao grupo que tenta dar voz aos seres que não a possui, mas que nem por isso deixa de sentir as mesmas dores do que a raça humana. Contudo, tem razão o sr. Ubiratan quando afirma que os ativistas da defesa das crianças deveriam fazer os mesmo estardalhaço que as ONGs animais fazem. Seria o caso de esclarecer em qual ONG está ligado e quais são suas ações práticas na causa infantil. Afinal, antes de cobrar mais ação, deve-se apresentar propostas. De blá, blá, blá e fala fácil, basta o Datena.
Faça parte do grupo que faz a diferença e o mundo, quem sabe, mudará com suas ideias geniais. Quanto à reintegração do Pinheirinho, em São José dos Campos, minha sugestão é que se informe melhor sobre a propriedade do terreno. Mas sobre isso podemos falar em outra hora, se houver necessidade. Um abraço.
Jacqueline Didier - advogada