09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Real Village ? filho sem pai


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Interessante a reportagem de domingo no JC falando do mercado imobiliário da cidade vizinha de Bauru e de sua estrutura. Como futuro morador do pseudocondomínio Real Village, na cidade de Piratininga, não posso deixar de me manifestar quanto ao descaso e ao jogo de empurra em relação à responsabilidade da manutenção básica do local. Por questões lógicas que ninguém observou a época do loteamento, o empreendimento não pode se constituir em um condomínio fechado e dificilmente o será. Ainda assim, a empresa Habitar Condomínios cobra sumariamente as suas mensalidades dos proprietários de terrenos no local, mesmo sem ter um único funcionário que, pelo menos, visite o loteamento.

Isso, por si só, já feriria qualquer regra de condomínio e, caso este existisse e houvesse advogados morando no local para nos defender, já teríamos resolvido à questão. O local está com as vias de acesso, por acaso municipais, esburacadas e com vários pontos de acúmulo de lixo e entulho. A prefeitura coleta o lixo apenas, e isso é tudo que recebemos da municipalidade, pagando o IPTU dos mais elevados da cidade, e quando alguma máquina da prefeitura recolhe o "famoso" entulho piratininguense, leva parte do pavimento consigo, deixando mais um enorme buraco em nossa já lunar arquitetura. Existe uma associação de moradores no local, que está longe de ter maioria e que também não consegue resolver as sérias questões que se apresentam. Pergunto, como cidadão e interessado diretamente: quem é o pai da criança?


Julio Marques - fotógrafo