09 de julho de 2026
Saúde

Hospital Estadual Bauru opera, com sucesso, garoto com doença rara

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 2 min

A Equipe de Cirurgia Cardíaca do Hospital Estadual Bauru (HEB), administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar Famesp operou, em dezembro de 2011, um adolescente de 17 anos, portador de uma doença rara. A intervenção, realizada pela primeira vez na região, foi considerada de sucesso. O procedimento, feito por poucos centros médicos no Brasil, foi para tratar uma malformação cardíaca rara denominada Anomalia de Ebstein. Sua incidência é de uma a cada 20 mil crianças nascidas vivas.

Segundo Dr. Marcello Felício, cirurgião cardíaco que atendeu o garoto juntamente com a equipe do Hospital Estadual, as alterações cardíacas presentes na Anomalia de Ebstein fazem com que ocorra um progressivo aumento do tamanho e  do comprometimento da função do coração, oferecendo grande risco para saúde do paciente. A correção consistiu da reconstrução e reposicionamento da válvula cardíaca malformada (chamada valva tricúspide) e fechamento da grande comunicação que existia entre as câmaras cardíacas, além de outros reparos.

O especialista conta que menino teve uma recuperação surpreendente. Com menos de duas semanas de cirurgia já estava em casa, caminhando sem dificuldades.

Os sintomas dessa doença geralmente têm início antes de um ano de idade. Em crianças maiores e adolescentes ocorre arritmia, cansaço, cianose (o paciente fica roxo) e um pequeno número morre subitamente.

O adolescente, que mora em uma cidade vizinha a Bauru, foi encaminhado ao HEB porque não estava se sentindo bem. Ele apresentava limitações importantes durante suas atividades do dia-a-dia.

“A descompensação era tão intensa que tinha falta de ar aos mínimos esforços. A diminuição de oxigênio na circulação sanguínea fazia com que ficasse roxo. Dizia que sentia cansaço até para escovar os dentes, quanto mais para fazer atividades como qualquer menino da sua idade. Não conseguia brincar e caminhava com dificuldade até a escola, que fica a 100 metros de sua casa. Não tinha mais qualidade de vida”, conta Dr. Felício.