11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsa de São Paulo sobe, retoma os 63 mil pontos e ganha 11% no mês; dólar recua


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O investidor em ações não tem do que se queixar: se aguentou o tranco de perder 18,11% em 2011, foi parcialmente recompensado neste início de 2012, quando janeiro o premiou com alta de 11%. Foi o melhor janeiro desde 2006 e a maior alta mensal desde outubro do ano passado, quando a Bovespa avançou 11,49%. O ingresso de recursos estrangeiros foi o principal responsável pela arrancada no primeiro mês deste ano.

No pregão de ontem, o último do mês, o Ibovespa fechou com ganho de 0,48%, aos 63.072,31 pontos. É o nível mais alto desde o fechamento de 4 de julho do ano passado, quando atingiu 63 891,31 pontos. No mês e no ano, a alta foi de 11,13%. Na mínima do dia, o índice registrou 62.664 pontos (-0,17%) e, na máxima, os 63.394 pontos (+0,99%). O giro financeiro totalizou R$ 8,773 bilhões, o maior de janeiro excetuando-se o dia do exercício de opções sobre ações, em 16 de janeiro (R$ 8,8 bilhões).

Vale foi responsável por manter o Ibovespa no azul neste pregão. O papel reagiu ao fato relevante divulgado ontem pela empresa que informava que a Vale obteve na Justiça liminar que reverte os efeitos dos despachos desfavoráveis relacionados à tributação sobre lucros no Exterior.

A Vale PNA teve o maior giro individual da Bovespa ontem, com R$ 1,162 bilhão. A ação subiu 2,78% a ON e 2,55% a PNA, acumulando, em janeiro, +13,31% e +12,88%, respectivamente. Petrobras titubeou durante o dia, mas acabou fechando com alta de 0,41% na ON e estável na PN. No mês, subiu 18,02% e 15,39%, respectivamente.

Ontem, o Ibovespa abriu em alta, puxada pelo anúncio, ontem, de que os líderes da União Europeia chegaram a um acordo sobre o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) e um novo pacto fiscal, do qual vão participar 25 dos 27 países do bloco - as exceções são Reino Unido e a República Checa.

Depois, as bolsas e a Bovespa viraram para baixo em razão dos dados fracos sobre a economia norte-americana. O mais amargo foi a queda da confiança do consumidor norte-americano em janeiro. A Conference Board anunciou que o indicador caiu para 61,1 em janeiro, do dado revisado de 64,8 em dezembro, ante previsão dos economistas de que o índice subiria para 68,5.

RENDA FIXA

Renda bruta: 10,28%

Ganho líquido/mês: 0,9%

Pela taxa média de 10,28% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.

BOLSA DE SP

Bovespa: alta de 0,48%

Volume: R$ 8,77 bilhões

O Ibovespa fechou o dia de ontem com ganho de 0,48%, aos 63.072,31 pontos. No mês e no ano, a alta foi de 11,13%. O giro financeiro totalizou R$ 8,773 bilhões.
Às 18h13, o Dow Jones recuava 0,24%, o S&P tinha baixa de 0,07%, mas o Nasdaq subia 0,06%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março recuou 0,30%, a US$ 98,48 o barril.

OURO

Ouro/grama: R$ 95,60

Variação: queda de 1,34

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 95,60 com queda de 1,34%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.738,55 e terminou o dia em alta de 0,47%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.

DÓLAR

Comercial: R$ 1,745

Variação: queda de 0,23%

O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,743 para a compra e a R$ 1,745 para a venda, com queda de 0,23%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,700 na compra e a R$ 1,850 na venda, com queda de 0,91%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,810 na compra e a R$ 1,910, na venda, comqueda de 0,52%.