09 de julho de 2026
Geral

Morre cadela Vida, símbolo da luta pelos direitos dos animais na cidade

Ana Carolina Levorato
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Após se recuperar, Vida viveu feliz ao lado da dona Leandra

Morreu hoje, em Bauru, a cadela Vida. A bull terrier ficou conhecida após ser encontrada em 2010 numa rua da Vila Santista por Leandra Marquezini e seu marido, Carlos Rossi. O animal apresentava ferimentos graves na época após sofrer maus tratos. Nos últimos dias, Vida enfrentava severa infecção que a atormentava por volta de um mês. A cadelinha sofria de sarna crônica e não respondia mais aos tratamentos.


“Ela estava sofrendo demais, não aguentávamos ver a dor dela. Conversamos com a veterinária e optamos pela eutanásia”, diz Leandra. Ela ressalta ainda que mesmo “para morrer”, Vida teve o comportamento que teve em toda sua existência: “foi uma guerreira!”.


Dona de um pet shop, a responsável por resgatar a cadela não esconde a emoção ao falar da notável. De acordo com ela, Vida era um exemplo de superação para qualquer um, inclusive para os humanos “Enchia nossos corações. Apesar da dor, preciso controlar minha tristeza pois, onde quer que ela esteja, tenho certeza que ela quer nos ver feliz”.


A cadela de porte grande, mas frágil e dócil, foi considerada um símbolo pela luta dos direitos dos animais após o seu caso ser repercutido em todo o país. Vida foi encontrada com a visão comprometida, diversas lesões, dentes quebrados e quase sem pelagem e mal conseguia ficar em pé.


Após um tramento intensivo, Vida se recuperou e no lugar de triste e sofrida, passou a ser uma cadela comum que brincava e tinha todo amor de seus novos donos. Ela foi enterrada hoje de manhã na casa de seus donos em um jardim que, de acordo com Leandra, “é muito bonito e o preferido de Vida”.


Porte e preconceito


A dona de Vida precisa se recuperar pois, além da cadela, ela possui uma chácara que abriga diversos animais, a maioria deles abandonados e vítimas de maus tratos


De acordo com Leandra, é muito importante ressaltar que animais de grande porte como Vida, sofrem preconceitos devido à ideia de que cachorros maiores são mais violentos. “Hoje em dia, os Pitt Bulls estão sendo praticamente caçados. Eu e meu marido fazemos jiu jitsu nem por isso maltratamos animais, muito pelo contrário. A gente ama!” Leandra afirma que o comércio ilegal destes animais tem prejudicado muito a espécie.


Feira garante adoção de 55 bichos


Cinquenta e cinco animais foram adotados durante a Feira de Adoção realizada no domingo no Centro de Controle de Zoonoses, no Jardim Redentor. De acordo com a coordenação da Feira, o balanço final deste domingo foi considerado positivo.


Na segunda-feira, 30/1, ficaram disponíveis 25 gatos para adoção no CCZ. Esses animais foram recolhidos por se encontrarem em situação de abandono, tendo sido vítimas de maus tratos, perdidos ou por outros motivos.


Serviço


Centro de Controle de Zoonoses: rua Henrique Hunzicker, Jardim Redentor. Atendimento: de segunda a sexta, das 8h às 17h. Telefones: (14) 3281-2646 e (14) 3108-8050.