09 de julho de 2026
Esportes

Copa 2014: Greve paralisa obras na Bahia


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Os 2.100 operários da reconstrução do estádio da Fonte Nova, palco baiano para a Copa do Mundo de 2014, cruzaram os braços ontem. E prometem continuar assim caso suas exigências não sejam atendidas pelo consórcio responsável pelas obras, formado pelas empresas OAS e Odebrecht.

A Odebrecht, aliás, também está por trás da Arena Pernambuco, cujos trabalhadores estão em greve já há uma semana.

As situações acontecem exatamente no momento em que as duas sedes são as mais pressionadas pela Fifa. A dupla está com a participação na Copa das Confederações, em 2013, condicionada ao andamento de suas obras.

Rio, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza são as únicas já garantidas.

Em Salvador, os operários alegam que, na terça-feira, ao receberem o salário de janeiro, constataram "uma série de descontos indevidos que revoltou a todos", segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial (Sintepav), Adalberto Galvão.

O problema se relaciona ao controle de frequência (atraso e saídas antecipadas da jornada) dos funcionários.

Além disso, o grupo questiona descumprimento de "acordo complementar" referente à cesta básica (hoje fixada em R$ 130, R$ 30 a menos que o pleitado por eles). E também argumenta que os cartões com esse pagamento de 900 homens não funcionaram ao passar no supermercado, na terça-feira.

As atividades estão paradas e uma nova assembleia está marcada hoje, às 7h30.