10 de julho de 2026
Internacional

Turistas americanas são liberadas após sequestro no Sinai


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Cairo - Duas turistas americanas e um guia turístico foram liberados ontem horas após um sequestro por um grupo armado na cidade de Wadi al Soal, no sul da península do Sinai, no Egito. A informação é de representantes da polícia da região.

Mais cedo, um grupo de beduínos sequestrou as turistas quando um grupo de cinco estrangeiros seguia do monastério de Santa Catarina, no centro da península, para um resort na cidade turística de Sharm al Sheik, no litoral do mar Vermelho.

Ainda não há informações sobre o grupo responsável pelo sequestro e se a ação tem relação com a captura de 25 funcionários chineses de uma fábrica de cimento também no Sinai, na última terça-feira.

 

Chineses

O governo egípcio conseguiu a libertação do grupo de trabalhadores após um dia em cativeiro. De acordo com fontes de segurança locais, os trabalhadores estrangeiros se dirigiam ao trabalho em um ônibus quando foram abordados por egípcios encapuzados. Os beduínos obrigaram o grupo a ir a carros de passeio para seguir para o cativeiro.

Segundo oficiais do serviço de inteligência egípcio, os sequestradores fizeram a ação para pressionar o governo egípcio a soltar beduínos presos por dois atentados terroristas na península.

Em 2005, 88 pessoas morreram na explosão de carros-bomba em hotéis nas regiões turísticas de Sharm el Sheik e de Naama Bay, no mar Vermelho, em um dos piores ataques terroristas ao Egito.

Na época, o grupo terrorista Brigadas Abdullah Azzam, ligado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, reivindicou a autoria das ações.