A continuar com o modo injusto de reajustes salariais para os que recebem acima de um salário mínimo, seguindo exemplo dos policiais militares do Estado da Bahia, pode muito bem alastrar para outros Estados Membros, assim como por demais servidores públicos da União, Estados e municípios das mais variadas categorias profissionais. E por que não? Pode muito bem, com a força total do povo, unidos, rasgar a Constituição atual, invalidando-a, em especial o disposto no inciso IV, artigo 142, da Constituição Federal de 05/10/1988.
A revolta dos policiais militares contra o governo do Estado Membro da Bahia faz lembrar a Revolução Francesa de 1789, onde o exército da nação, unido ao povo, derrubou o reinado de Luiz XVI, fim da rainha Maria Antonieta, para quem, ao povo basta se alimentar de "biscoitos".
O perigo aqui no Brasil está em, com reajustes salariais em percentual menor que o reajuste de salário mínimo nacional, a maioria dos policiais militares forem gradativamente encurralados para a classe dos mais sofridos que sobrevivem com salário mínimo.
Estamos na era da comunicação digital, não mais persistindo distância e nem a fronteira para o movimento da força popular venha a derrubar em pouco tempo a Constituição que está em vigor, momento em que demonstrará o limite da verdadeira justiça.
Shigueko Sakai