A Bovespa tentou, mais uma vez, se firmar nos 66 mil pontos, mas acabou sucumbindo à realização de lucros apesar dos ânimos mais calmos no exterior com os avanços nas negociações sobre a dívida grega. O Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,46%, aos 65.530,49 pontos, na contramão de Nova York. Com esse declínio, dos 28 pregões este ano, a Bolsa caiu em sete deles.
O tom dos negócios foi ditado outra vez pela Grécia, que anunciou ter fechado o tão esperado acordo político para o recebimento do segundo pacote de ajuda financeira ao país. A notícia conduziu à Bolsa à máxima do dia, aos 66.324 pontos, alta de 0,75%. No entanto, o discurso pessimista do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fez o Ibovespa mudar de lado e se manter no vermelho até o fechamento da sessão.
Os investidores aproveitaram para embolsar parte dos ganhos acumulados no ano. Para o operador de mesa institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro, o investidor estrangeiro também está aproveitando o momento para garantir uma fatia dos ganhos. "Já era para a Bolsa ter realizado há muito tempo, mas todas as vezes que tentou vinham dados bons dos EUA (por exemplo) e a Bolsa voltava para o positivo", disse. Além disso, ontem, a ausência de notícias corporativas relevantes também contribuiu para essa correção de preços.
Na mínima, o índice atingiu 65.189 pontos (-0,98%). Com a queda de ontem, a valorização acumulada no ano passou para 15,46%. O giro financeiro atingiu R$ 7,212 bilhões. Os dados são preliminares. Ontem, o fluxo financeiro foi menor do que a média diária de fevereiro, de R$ 7,839 bilhões.
Petrobras, que divulga resultado do quarto trimestre após o fechamento do pregão, fechou em direção distinta, após passar a maior parte do dia em queda. Os papeis ON da petroleira caíram 0,22%, enquanto os PN subiram 0,28%. Já Vale fechou em queda. A ação PNA recuou 0,62% e a ON, -0,92%.
RENDA FIXA
Renda bruta: 10,12%
Ganho líquido/mês: 0,9%
Pela taxa média de 10,12% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.
BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,46%
Volume: R$ 7,212 bilhões
O IBovespa encerrou o dia com queda de 0,46%, na mínima, o índice atingiu 65.189 pontos (-0,98%). Com a queda de ontem, a valorização acumulada no ano passou para 15,46%. O giro financeiro atingiu R$ 7,212 bilhões.
Nos EUA, a surpresa positiva com dados de emprego, contribuiu para o desempenho positivo das bolsas. Às 18h17, o Dow Jones subia 0,13%, o Nasdaq ganhava, 0,19% e o S&P500, +0,17%.
OURO
Ouro/grama: R$ 94,60
Variação: queda de 1,25%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 94,60 com queda de 1,25%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.728,75 e terminou o dia queda de 0,19%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,718
Variação: queda de 0,12%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,716 para a compra e a R$ 1,718 para a venda, com queda de 0,12%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,667 na compra e a R$ 1,817 na venda, com alta de 0,55%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,790 na compra e a R$ 1,900, na venda, com variação estável.