08 de julho de 2026
Nacional

Governo do Rio indicia e prende PMs para sufocar o movimento

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio - O governo do Rio resolveu jogar duro para tentar sufocar a greve dos policiais militares, civis e bombeiros iniciada na noite de anteontem. Dezesseis PMs foram presos ontem. Outros 129 foram indiciados sob suspeita de se recusarem a cumprir as funções, crime previsto no Código Militar. Mais 123 bombeiros foram indiciados e devem ser presos, diz o comando.


Oito PMs líderes do movimento, e um cabo bombeiro, estão detidos no presídio de segurança máxima Bangu 1. Uma ala foi separada para receber os PMs que ficarão isolados. Um dos principais líderes do movimento, o cabo bombeiro Benevenuto Daciolo está preso lá desde quarta.


Ao contrário dos colegas da Bahia, que ontem à noite decidiram manter a greve em andamento, os policiais e bombeiros do Rio não fazem ameaças quanto à realização do Carnaval. Em entrevista pela manhã, os grevistas afirmaram não ser intenção da categoria “atrapalhar” a festa.


À noite, carros da PM acompanhavam o desfile do bloco Cordão do Bola Preta, um dos maiores da cidade.


A ação do governo esfriou o movimento. Durante o dia era possível ver carros da PM circulando pelas ruas. Nos postos de salva-vidas na orla, oficiais bombeiros ocupavam o lugar de grevistas.


Além das prisões, o governador Sérgio Cabral (PMDB) reduziu os prazos para apuração, julgamento, recurso e aplicação de penalidades administrativas contra policiais militares e bombeiros do Rio pelo conselho de Disciplina das duas corporações.


O processo de expulsão que poderia durar 20 dias, agora está reduzido a cinco.


A adesão foi mais forte no Interior. Em Volta Redonda, 129 PMs responderão pelo crime militar. O Batalhão de Choque foi enviado à cidade.


Em Campos, PMs fizeram manifestação em frente ao quartel. O Bope viajou à cidade substituir os grevistas.