08 de julho de 2026
Internacional

Parlamento grego aprova plano de austeridade e de resgate financeiro


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Atenas - O Parlamento grego aprovou ontem o plano econômico de austeridade solicitado pelos credores do país com o qual se ativará o resgate financeiro da Grécia e sua manutenção na zona do euro.


Após uma noite caracterizada por violentas manifestações contra a austeridade em Atenas, o programa econômico foi adotado por maioria de votos, pouco antes da 1h (21h de Brasília).


O projeto de lei de austeridade estabelece 3,3 bilhões de euros (US$ 4,35 bilhões) em cortes em pensão, remunerações e emprego como contrapartida para um pacote de resgate de 130 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional - o segundo da Grécia desde 2010.


A Grécia precisa dos fundos antes de 20 de março para atender o pagamento da dívida de 14,5 bilhões de euros e o projeto de lei suscitou a ira nas ruas e tumultos dentro do governo de coalizão.


O plenário começou a sessão às 14h30 locais (10h30 de Brasília) e a votação estava prevista para terminar à meia-noite (20h em Brasília). Os deputados responderam três perguntas, sobre o plano de quitação de 100 bilhões em dívidas privadas, a recapitalização dos bancos gregos e o polêmico ajuste financeiro que é exigido pelos negociadores.


Pouco antes da votação crucial para o país e a zona do euro, o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, disse que os deputados gregos “assumirão sua responsabilidade” e “definirão a escolha mais importante” para a Grécia, que é “avançar com a Europa e a moeda única”.


“A violência e a destruição não têm lugar em uma democracia”, completou o premiê, ao se referir às violentas manifestações ocorridas na capital grega neste domingo à noite contra o programa econômico apresentado para análise dos deputados.


Em seu terceiro discurso público em três dias, o primeiro-ministro insistiu novamente diante dos deputados sobre a importância de suas decisões: “avançar com a Europa e a moeda única” ou levar o país à “miséria, à bancarrota, à marginalização e à exclusão do euro”.


O plano apresentado aos deputados prevê um pacote de medidas de austeridade em troca de um novo resgate financeiro do país por parte de seus credores institucionais e uma operação de eliminação da dívida por parte dos credores privados.


Papademos lembrou que os três objetivos do plano são o saneamento das finanças públicas, o restabelecimento da competitividade do país e o reforço de seu sistema bancário.