A Justiça decretou ontem à tarde a prisão temporária, por 30 dias, de um eletricista de 47 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de três anos. O fato teria ocorrido no último dia 28, em um clube esportivo no Jardim Bela Vista. Porém, a polícia soube do suposto crime apenas anteontem, quando o suspeito retornou ao local durante a festa de aniversário da criança e foi reconhecido por uma mulher que teria testemunhado os abusos.
De acordo com boletim de ocorrência registrado ontem de madrugada no plantão policial como estupro de vulnerável, no final de janeiro, durante uma festa realizada na cantina do clube, localizado na rua Eugênio Borro, J.A.Z. (somente as iniciais serão reveladas a pedido da Polícia Civil) teria passado a mão nas partes íntimas de uma menina quando ela tinha dois anos, filha do proprietário do local.
Na ocasião, de acordo com o delegado plantonista Roberto Cabral Medeiros, a menina estaria sentada em uma mesa de sinuca. “Ele jogava uma toalha de banho em cima dela, brincava, aquela coisa de esconde-esconde, de criança. Num dado momento, ele colocou essa criança sentada na ponta da mesa, abriu as perninhas da criança e começou a bolinar a menina, a colocar as mãos nos órgãos genitais dela”, conta.
Ao presenciar o fato, a testemunha chamou pela mãe da criança, mas o homem conseguiu fugir. Segundo o delegado, a jovem relatou o que havia visto aos pais da menina, mas eles não conseguiram localizá-lo. “Como ele não era uma pessoa conhecida, não era sempre vista na lanchonete, o pai da criança, nesses quinze dias, foi atrás dele, mas não achou”, explica.
Anteontem, quando era realizada a festa de aniversário de 3 anos da menina, o suspeito reapareceu no clube e foi reconhecido pela testemunha ocular dos supostos abusos. “O pai interpelou ele na entrada da lanchonete e teve uma luta corporal entre ambos”, revela Medeiros. A Polícia Militar (PM) foi acionada e os envolvidos foram conduzidos ao plantão policial.
De acordo com o delegado, o eletricista negou a prática dos abusos contra a criança. Porém, com base na declaração da testemunha e dos pais da vítima, ele decidiu representar pela prisão temporária do suspeito, que foi concedida ontem à tarde. J.A.Z. foi levado para a Cadeia Pública de Duartina. A menina passará por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru e o caso será remetido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para investigação.