07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da redação
| Tempo de leitura: 2 min

? Quem fiscaliza?

A manchete desta edição revela, entre outras coisas graves, que temos leis que não "pegam". E por que não "pegam"? Porque seus textos são genéricos e porque o poder público não tem estrutura para aplicá-las. O texto da Lei da Focinheira, do então vereador José Eduardo Ávila, fala que a verificação do cumprimento da norma cabe ao "setor de fiscalização da prefeitura". Ocorre que este setor não existe. O que há são fiscais em pelo menos três secretarias: Saúde, Meio Ambiente e Planejamento. Quem fiscaliza?

? Reservado

Enquanto a vice-prefeita Estela Almagro (PT), coordenadora do Grupo Multissetorial e responsável pelas ações do Programa Minha Casa Minha Vida em Bauru, chorava abraçada às mulheres contempladas pelo sorteio público realizado ontem, no estádio do Noroeste, Rodrigo Agostinho parecia conter a emoção. Perguntado sobre tal controle, não só listou a dificuldade enfrentada pelos sorteados, como as da própria administração municipal.

? Sem ofuscar

Questionado se tanta emoção tornava distante a crise envolvendo a lavagem das arquibancadas do estádio com água potável de hidrante, enquanto a população da região sofre com torneira seca, disse que uma coisa não tem relação com a outra. Reafirmou que o DAE abriu sindicância para apurar o caso, que não passou pelas suas mãos, nem pelas mãos do presidente do DAE, Fábio Lara.

? Conversando

Sem representantes do PTB e PP, partidos da oposição sentaram-se ontem para uma primeira rodada de conversas pretendendo definir se lançam candidatura única ou tentam levar a eleição para o segundo turno de outra forma. A princípio, ninguém abdica em favor do outro nome. A cidade continua tendo como pré-candidatos o coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges (PSDB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Chiara Ranieri (DEM) e José Carlos Octaviani (PP), além de Rodrigo Agostinho.

? Um consenso

O que é consenso mesmo é o fato de a oposição avaliar que é possível derrotar o atual prefeito em outubro próximo. No entendimento de Marcelo Borges, presidente do diretório municipal do PSDB, Rodrigo tem pontos frágeis em seus três anos de mandato que, se bem explorados, somarão votos decisivos. Ele e Dudu Ranieri, presidente municipal do DEM, apostam na candidatura única.

? Porém, contudo...

O presidente do diretório municipal do PPS e coordenador regional do partido em Bauru, Arnaldo Ribeiro, não aposta que será possível definir uma aliança em torno de um único nome. Ele entende que o tempo joga contrário à candidatura única, já que o PV de Gazzetta, o PPS do vereador Amarildo de Oliveira e o PHS já estão há mais de um ano com a campanha nas ruas.

? Gazzetta e votos

Já o presidente do diretório do PV, Raul Gonçalves de Paula, sinaliza ser favorável à candidatura única como algo "real e possível". Nos cantos, teve gente, ontem, que duvidou que Gazzetta deixe passar a oportunidade da candidatura com o manancial teórico baseado em seus 30.102 votos recebidos na eleição passada, para deputado. Mas em política tudo é possível. Basta uma boa proposta...