08 de julho de 2026
Geral

Funcionários de frigorífico temem atraso

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Funcionários do frigorífico Mondelli se reuniram nos portões da empresa ontem para pedir uma resposta dos dirigentes da empresa. Eles não estariam trabalhando por falta de matéria-prima.

José Carlos Batista, funcionário e diretor do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentos em Bauru, diz que desde o dia 28 de janeiro cerca de 600 pessonão estariam trabalhando. "Os setores de abate, desossa, miúdo e a fábrica de material destinado à ração animal não funcionam", disse.

A empresa, que iniciou suas atividades em Bauru por volta de 1930, tornou-se referência no Exterior por conta da qualidade na fabricação de produtos com proteína animal. No dia 4 de fevereiro o JC noticiou a recuperação judicial da empresa, que, na ocasião, afirmou estar em processo de reorganização interna.

Salários em dia


Conforme José Carlos Batista, todos os trabalhadores estariam com o salário em dia, mas o FGTS não estaria sendo recolhido há cerca de cinco meses. Sem matéria-prima, porém, temem atraso nos salários em breve.

Sobre a reunião de ontem, os sindicalistas afirmaram que dois dirigentes da empresa estiveram no local para tranquilizar os funcionários, mas teriam informado que o frigorífico estaria encontrando dificuldades para a compra de animais na região.

A previsão, segundo Batista, é de que a normalização dos abates ocorra ainda nesta quarta-feira.

A empresa foi procurada ontem à tarde para falar sobre a reunião de ontem, mas preferiu não se manifestar.