"Bem-vindo às nossas praias, cascatas e florestas tropicais. Bem-vindo a campos de golfe no Jardim do Éden e às quadras de tênis à sombra das palmeiras. Bem-vindo ao ritmo do reggae e às milhares de atividades esportivas. Bem-vindo a milhares de sorrisos e às novas amizades que durarão para sempre". É assim que a Jamaica se apresenta aos visitantes entre eles os brasileiros que passaram a contar com novos voos e pacotes oferecidos em conjunto por operadoras e companhias aéreas.
Tudo o que oferecem é real e as amizades idem. Yndiana Montes, minha amiga de longa data que o diga.
Quando se pensa na Jamaica as primeiras imagens que vêm à memória são do rastafari, das cores fortes de sua bandeira, dos bonés e das tranças de Bob Marley. Mas essa quente, receptiva e gostosa ilha oferece muito em termos de turismo.
Conta com grande extensão tropical e uma costa recortada por praias variadas, parques e lugares únicos que mesclam coqueiros, cascatas, mata nativa e rios. Diferenciais que fazem da Jamaica um destino único, diferente.
Independente da Inglaterra desde 6 de agosto de 1962, continua com seu estilo próprio, com seu ritual dos chás à tarde, suas corridas de cavalo e torneios de pólo, seus mercados de artesanato e vendedores típicos.
A população de cerca de 3 milhões de pessoas é uma mescla de gente de origem inglesa, africana, chinesa, hindu, libanesa, galega e irlandesa. Responsável pela preservação de tradições que mantêm vivas sua cultura, sua arte, sua música, seus costumes, incluindo a dança, a arte, o teatro e a boa comida.
Falando em gastronomia o que não falta por lá são frutas frescas, legumes, mariscos e outros produtos de uso exclusivo como "ackee" e a especiaria "jerk" que fazem parte da cozinha jamaicana.
Essa é uma das melhores épocas para se visitar a Jamaica. Pelo clima ? a época dos furacões vai de maio a outubro ? e por conta da imensa lista de atividades culturais e recreativas que celebram o Carnaval e prosseguem prestando homenagem a seu filho ilustre e aos 50 anos da independência do país.
Às vésperas do Carnaval a Jamaica respira em ritmo de reggae. As atividades do "Mês do Reggae" que tem como tema "Reggae 50 ? O Coração e a Alma da Jamaica" são organizadas pela Associação da Indústria da Jamaica de Reggae (JaRIA) e incluem além do ritmo, apresentações especiais de outros gêneros musicais como música clássica, jazz, mentó e ska, um gênero que foi popularizado por artistas como No Doubt e a falecida Amy Winehouse.
"Com esses eventos, os fãs do reggae poderão celebrar a vida e a música das lendas do reggae tais como Bob Marley, Dennis Brown, Peter Toshiba e Gregory Isaacs", disse John Lynch, diretor de turismo da Jamaica. "O reggae é interpretado em todo o mundo; no entanto, é na Jamaica onde se sente o verdadeiro reggae".
No primeiro contato com o solo jamaicano, o motorista do ônibus que leva o grupo ao hotel dá as boas-vindas em um inglês com o sotaque característico do país: "No problem, man. You?re in the no problem land and this is the no problem bus". "No problem" é uma espécie de mantra local, repetido à exaustão por moradores como Mark, o condutor, que avisa que estamos na "terra onde não há problema, no ônibus onde não há problema".
Chuva? No problem. Lá, ela é chamada de sol líquido. Isso porque mesmo quando as águas não dão descanso, como ocorre entre maio e outubro (nesse período, pode haver incidência de furações em áreas específicas), o calor ainda é implacável.
Dentro dos resorts all-inclusive, popularíssimos por lá, o turista tampouco encontrará dificuldades. O segmento tem níveis de mimos e conforto variados de acordo com a rede escolhida, mas a fórmula é sempre a mesma. Pode deixar a carteira esquecida no quarto e aproveitar para pedir drinques tipicamente caribenhos - piña colada, curaçao blue e até o inspiradíssimo bob marley, nas cores verde, amarela e vermelha. Nem será preciso trocar seus dólares americanos por dólares jamaicanos
Os ambulantes e as cores em comum
Mas vá preparado, pois é difícil caminhar nas zonas turísticas sem ser abordado a cada 100 metros. Os vendedores parecem se dividir por área - quando você consegue convencer o primeiro de que não quer nada, basta dar mais alguns passos e voilà - aparece o próximo. Eles vão oferecer de tudo (mesmo). Desde artesanato até ganja, como a maconha é chamada na Jamaica. Apesar do alto consumo, a droga não é legalizada no país.
Pulseirinhas serão colocadas em você. "Um presente", dizem os ambulantes. Presente que, no fim das contas, terá um preço a ser pago, em dólar americano ou jamaicano, sem problema.
Fugir ou ignorar os vendedores é pior. Responda à saudação de "respect, man", feita com os pulsos cerrados, e diga que não está interessado.
Apesar da abordagem incisiva, ser brasileiro abre muitas portas - e sorrisos. Eles adoram o Brasil, a começar pelas cores em comum entre os dois países, o verde e o amarelo. Conhecem todos os jogadores da nossa seleção e criticam a estratégia utilizada pelos técnicos, como qualquer torcedor tupiniquim.