Mystic Mountain
O passeio começa antes mesmo que o visitante entre no parque propriamente dito. Para chegar à área principal, só mesmo de teleférico (US$ 42). São 15 minutos de subida sobre a copa das árvores e uma impressionante vista, que mescla o verde das matas e, ao fundo, o azul do mar.
Depois da calmaria da panorâmica, é hora de descarregar a adrenalina no bobsled (US$ 62). A principal atração do parque foi inspirada no primeiro grupo de atle-tas jamaicanos a participar dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1988, no Canadá - aventura retratada no divertido longa "Jamaica Abaixo de Zero" (1993).
Vá tranquilo. Trata-se de uma espécie de montanha-russa light, que não exige nenhum conhecimento prévio. Antes de deslizar, algumas instruções: é o visitante que controla a velocidade de des-cida com um freio manual. Você pode escolher entre carrinhos individuais, os mais comuns, ou duplos (para os medrosos). Não economize na emoção e deixe-se levar pela gravidade: não há risco de capotar, como no esporte original. As curvas rendem emoção extra e, na chegada, fique atento para a hora certa de frear. Diversão das boas.
Na volta, se não quiser fazer o percurso de teleférico novamente, é possível escolher uma maneira bem mais emocionante: num canopy (sequência de seis tirolesas, com direito a um trecho de rapel e uma ponte suspensa, ao preço de US$ 104). Vai encarar? (www.rainforestadventure.com)
Chukka Tours
Passeios de quadriciclo, a cavalo, boia-cross (conhecido por lá como tubing)... A empresa é a principal operadora de atividades de aventura na Jamaica e tem tours para explorar a região de Ocho Rios das mais variadas maneiras. Quem opta por ir a cavalo, por exemplo, tem a oportunidade de atravessar um rio, sem sela, para galopar em uma praia.
Refrescante e divertido, o tubing explora um trecho do White River. O caminho desde a sede da empresa até a área de descida é de aproximadamente uma hora em uma estrada estreita e esburacada. Mas, uma vez dentro do rio, você nem vai lembrar disso. Os guias são divertidíssimos e o passeio é puro relax: basta deixar a correnteza levá-lo pelas corredeiras. No caminho, há várias áreas onde se pode deixar a boia de lado e nadar à vontade. Preço: US$ 64. (www.chukkacaribbean.com)
Museu e casa de Bob Marley são atrações para os fãs do cantor
Não dá para falar da Jamaica sem pensar em reggae e no rastafari Bob Marley é lembrado em todos os cantos, em camisetas, souvenires, pelos turistas com as roupas e a peruca de tranças
Não dá para falar de Jamaica sem pensar em reggae. E tampouco dá para falar de reggae sem associar o ritmo a Bob Marley - em maio, serão 30 anos sem o músico. O ícone do movimento rastafari está em estampas de camisetas, quadros e toda a sorte de souvenirs espalhados pelo país. Muito pouco para os fãs. Para eles, a melhor lembrança da ilha é conhecer o povoado de Nine Mile, onde Robert Nesta Marley nasceu, em 1945, e foi sepultado, 36 anos mais tarde.
O vilarejo está localizado em meio às montanhas, a cerca de 60 quilômetros de Ocho Rios - é possível contratar um dos vários tours na cidade ou negociar a viagem com um taxista - o preço pode variar de US$ 75 a US$ 150, dependendo do motorista.
Paga-se US$ 19 para entrar no complexo. Um guia vai acompanhá-lo durante a quase 1h30 de tour - separe alguns trocados para a gorjeta. Estão lá a casa onde nasceu o rei do reggae e outra, na qual viveu dos seis meses aos 12 anos, quando se mudou para a capital Kingston.
O guia vai jurar que a cama de solteiro da residência da família Marley é a mesma a que o cantor se refere nos clássicos versos de "Is This Love". E que a pedra pintada nas cores rastafari (vermelha, amarela e verde) servia de travesseiro para o rei meditar. Será?
Certo mesmo é o local de sepultamento de Bob Marley, um mausoléu simples, onde foi enterrado junto com sua guitarra. Para entrar no local, é preciso tirar os sapatos - fotos não são permitidas. Na mesma área, estão sepultados outros parentes do músico, como sua mãe, um de seus irmãos e seus avós.
MUSEU
Outro lugar repleto de memórias do ícone jamaicano é o Bob Marley Museum (www.bobmarley-foundation.com/museum.html), instalado na casa em Kingston para onde ele se mudou em 1975 e que também servia como estúdio. Ali, é possível observar alguns objetos pessoais do cantor, como capas rastafaris, e discos de ouro e platina - "Exodus" (1977), "Uprising" (1980) e "Legend" ( 1984). A entrada custa US$ 20 e não é permitido fotografar ou filmar o ambiente
RASTAFARI
Bob Marley divulgou ao mundo a cultura rastafari, mas, ao contrário do que se pode imaginar, a religião é seguida por apenas 5% dos jamaicanos - a maioria no país é adepta do protestantismo. Os rastafaris acreditam que o último imperador da Etiópia, Hailé Selassié, representa a reencarnação de Jah (Deus). Sonham em retornar à África, de onde vieram seus antepassados durante os anos de escravidão,são vegetarianos e não consomem álcool.