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Reuters |
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Prisioneiro recebe ajuda após ser atingido pelo incêndio |
Um grande incêndio se espalhou por uma prisão superlotada em Honduras e matou mais de 350 detentos, muitos deles retidos e gritando de dentro de suas celas.
A Procuradoria Geral informou que 359 pessoas morreram no fogo que começou na noite de terça-feira (14) na prisão de Comayagua, cerca de 75 quilômetros ao norte da capital, Tegucigalpa. A instalação penitenciária não era de máxima segurança e alojava mais de 800 prisioneiros, quase o dobro de sua capacidade. Muitos dos detentos cumpriam penas relacionadas com o crime organizado.
O fogo teria começado depois que um preso ateou fogo a um colchão, segundo a governadora da província de Comayagua, Paola Castro, quem indicou que outro prisioneiro telefonou para ela angustiado, pedindo que avisasse os bombeiros. Também foi levada em conta a hipótese de um curto-circuito, mas o gerente regional da estatal Empresa Nacional de Energía Eléctrica (ENEE), Fidel Torres, afirmou que o incêndio não poderia ter sua origem nos cabos de baixa tensão no interior do presídio porque estavam em bom estado.
Depois que o fogo foi controlado na madrugada de quarta-feira (16), muitos corpos carbonizados foram encontrados no interior das celas, a maioria deles irreconhecível, segundo as autoridades.
"É um cenário terrível que se observa na prisão", disse à Reuters a chefe da promotoria do Ministério Público, Danelia Ferrera, desde o interior da penitenciária.