09 de julho de 2026
Internacional

Internautas chineses tentam salvar empresária da morte

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Pequim - Milhares de internautas chineses pediram à Suprema Corte do país para poupar uma mulher de 31 anos - que já foi uma das mais ricas da China - da condenação à pena de morte, em um controverso caso de fraude que despertou a simpatia por ela, filha de um camponês que enriqueceu sozinha.

 

O caso tornou-se um assunto fundamental para os defensores da Internet na China e para os empreendedores privados que ficaram ricos recentemente e veem a sentença como muito dura, num momento em que o governo chinês luta para manter a harmonia social enquanto a desigualdade de renda dispara.

 

Wu Ying, presidente do Bense Holding Group na província de Zhejiang, foi presa em 2

7 e condenada à morte dois anos depois por uma Corte Civil Intermediária de Jinhua. Ela foi acusada de ganhar ilegalmente 77

milhões de iuanes (US$ 122 milhões) de 11 pessoas que por sua vez buscavam dinheiro de outros investidores, entre os anos de 2

5 e 2

7.

 

Wu foi condenada por enganar investidores em 38

milhões de iuanes, prometendo lucros exorbitantes sobre o dinheiro que ela havia usado para comprar imóveis que se valorizavam rapidamente e itens de luxo que ela alegava querer vender para obter lucro.

 

A Suprema Corte de Zhejiang rejeitou a apelação de Wu no mês passado afirmando que ela havia desperdiçado fundos e não os havia utilizado em “atividades operacionais normais”.

 

Wu apelou contra a sua condenação na Suprema Corte Civil. Em uma rara estratégia antes de se chegar a um veredicto, a alta corte disse que a análise do caso dela seria feita de forma “cuidadosa”, conduzida “com base em fatos” e “de acordo com a lei”. Uma porta-voz da Corte não disse quando o veredicto final será entregue.