09 de julho de 2026
Geral

Criança se afoga em piscina de plástico

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Um garoto de apenas 2 anos e meio foi internado em estado grave depois de se afogar em uma piscina de plástico, no final da tarde de ontem, no Núcleo José Regino, em Bauru. A criança, Lucas Gabriel da Silva, se acidentou depois de entrar no quintal da casa de uma vizinha, enquanto a mãe conversava na calçada com a proprietária.

 

Ele sofreu diversas paradas cardiorrespiratórias até chegar ao Pronto-Socorro Central (PSC), para onde foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros. Depois do primeiro atendimento, voltou a respirar, mas continuou desacordado. Devido à gravidade do quadro, foi transferido no início da noite para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE) de Bauru, onde deverá permanecer internado ao menos até que seja detectada a extensão de possíveis sequelas. O menino já respira sem a ajuda de aparelhos e não corre mais risco de morte.

 

O acidente ocorreu por volta das 17h15 na quadra 3 da rua André Bonachella Palliareci. A proprietária do imóvel, Marilena Ferrari, conta que conversava em frente de casa com a mãe do garoto, a vendedora Sílvia Regina da Silva, quando ele entrou no quintal, onde estava instalada a pequena piscina de plástico. 

 

“Meus filhos gêmeos, de 4 anos, estavam no quintal. O Lucas foi até lá e, em questão de poucos minutos, meu filho veio correndo até a calçada, gritando que o menino tinha se afogado”, relembra.

 

Quando Sílvia e a moradora foram até os fundos, o garoto já estava inconsciente, fora da piscina, depois de ser retirado por uma das crianças, que ficaram apavoradas. Um policial militar que mora na mesma rua foi chamado às pressas para iniciar os primeiros socorros. Marilena também ajudou, orientada por telefone pelos bombeiros sobre os procedimentos de ressuscitação cardíaca.

 

Mas Lucas não reagia. Com a chegada do resgate, foi necessário o uso de desfibrilador para tentar reanimá-lo. A vítima chegou a expelir certa quantidade de água, mas voltou a sofrer outras duas paradas cardíacas no caminho até o PSC, onde foi estabilizada.

 

 

 

Inconsolável

 

Os médicos informaram aos parentes que será necessário aguardar alguns dias até que seja possível conhecer a gravidade das sequelas. Mas, como o garoto ficou por vários minutos sem oxigenação cerebral, as chances de não haver lesão são pequenas.

 

Lucas é o caçula dos três filhos de Sílvia, que trabalha como vendedora em um brechó localizado a menos de 3

metros do local do acidente. Ela mora sozinha com as crianças em uma casa que fica a uma quadra de distância. Inconsolável, a mulher não conseguiu conversar com a reportagem.

 

 

 

Gosta de água

 

De acordo com Marilena, a piscina havia sido comprada no último Natal e, desde então, Lucas já tinha ido até sua casa algumas vezes para brincar com seus filhos. “Ele gosta muito de água, mas a gente só deixava entrar quando tinha algum adulto olhando. Tomei todos os cuidados. Não imaginava que uma tragédia dessas.” 

 

 

 

Segundo caso

 

Neste ano, este é o segundo afogamento envolvendo crianças e piscinas em Bauru. No dia 24 de janeiro, Giovana dos Santos Amorim, 4 anos, morreu após cair na piscina da casa dos patrões de sua mãe, no Jardim América. 

 

No momento do acidente, a mulher estava cuidando de um idoso que mora no local e teria se descuidado por alguns minutos. Ao procurar a filha, a encontrou já sem vida dentro da água.