Berlim - Sob pressão de uma série de denúncias de corrupção, o presidente da Alemanha, Christian Wulff, renunciou ontem ao cargo. Anunciada na TV, a decisão ocorre um dia após procuradores pedirem a quebra de sua imunidade para que fosse processado.
“A Alemanha precisa de um presidente que possa se dedicar totalmente aos desafios nacionais e internacionais”, disse Wulff, 52 anos. “Os desdobramentos dos últimos dias e semanas mostraram que a confiança na minha capacidade de servir foi afetada. Por essa razão, não é mais possível que siga no meu papel de presidente.”
As denúncias surgiram no fim de 2
11, quando o tabloide “Bild” publicou reportagem segundo a qual Wulff havia omitido um empréstimo de 5
mil euros obtido da mulher de um empresário quando ainda era governador do Estado da Baixa Saxônia.
A situação piorou quando ele ameaçou o editor do jornal com uma “guerra” caso publicasse a história. Desde então, outras revelações surgiram de que Wulff havia obtido de empresários favores ou vantagens indevidas.
Na Alemanha, o cargo de presidente é cerimonial. Porém, a renúncia é um golpe para a chanceler (premiê) Angela Merkel, que havia apoiado a candidatura de Wulff, e precisa liderar a reação à crise europeia.