Comayagua - Sobreviventes de um incêndio que matou mais de 35
presos numa penitenciária de Honduras acusaram guardas de deixarem os detentos morrerem nas celas, e de atirarem nos que tentavam escapar das chamas. “Foi um caos total. As pessoas corriam para salvar suas vidas, tiros eram disparados. As pessoas estavam sendo queimadas vivas”, disse o capelão penitenciário Reynaldo Moncada, que chegou ao local logo após o início do incêndio, na noite de terça-feira.
A maioria dos detentos da Penitenciária Nacional de Comayagua ainda nem havia passado por julgamento. Rosendo Sánchez, que cumpre pena de dez anos de prisão por homicídio, acordou com o início do incêndio. Ele escapou do seu pavilhão e disse ter visto guardas atirando em outros detentos que tentavam fugir. A polícia nega que tenha impedido os presos de fugirem.
O diretor de inteligência policial de Honduras, Elder Madrid, disse que o incêndio começou durante uma briga entre dois presos por um colchão - um dos envolvidos ateou fogo ao colchão. Dos mais de 1
presos naquele pavilhão, só quatro sobreviveram, segundo Madrid.
A procuradoria geral hondurenha disse que 359 presos morreram nesse que foi um dos piores incêndios prisionais já ocorridos no mundo. O local abrigava 852 presos e estava superlotado. Mais da metade deles aguardava julgamento.