09 de julho de 2026
Nacional

Disputa por maior bloco de rua do país já começou


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Rio - A disputa pelo título de “maior bloco carnavalesco do mundo” voltou às ruas na manhã de ontem, com os desfiles dos tradicionais Galo da Madrugada (em Recife) e Cordão da Bola Preta (no Rio).

 

Pelas previsões dos dois blocos, haveria um empate técnico neste ano: o Galo afirmou que sairia com 2 milhões de foliões, mesmo número que o Bola Preta teve no ano passado, segundo a PM. A estimava na festa do Rio deve repetir neste ano.

 

Até as 13h de ontem, não havia sido divulgado o número final dos blocos.

 

O Galo iniciou seu desfile às 9h (1

h de Brasília), sob chuva, com 3

trios elétricos tocando frevo e outros ritmos pernambucanos, acompanhado de cantores como Alceu Valença e Elba Ramalho.

 

No Rio, o Bola Preta tinha quatro carros tocando marchinhas e sambas-enredo, o principal deles trazendo a cantora Maria Rita (madrinha do cordão) e as atrizes Leandra Leal (porta-estandarte) e Desireé Oliveira (rainha).

 

“O Bola Preta não abre apenas o Carnaval do Rio, ele abre o do Brasil”, disse Pedro Ernesto, presidente do bloco, à multidão que ocupava a avenida Rio Branco na manhã ensolarada. Em Recife, Rômulo Menezes, presidente do Galo, preferiu não polemizar sobre a disputa quantitativa. “Cada um que cuide do seu”, disse.

 

Os dois desfiles corriam sem maiores incidentes. No Rio, houve uma briga entre foliões que fez com que o cordão parasse o desfile momentaneamente.

 

 

Céu da Terra

 

O desfile do Céu da Terra, que lotou as ruas do bairro carioca de Santa Teresa ontem pela manhã, foi marcado pela irreverência e por homenagens ao bondinho, parado desde agosto quando um acidente deixou seis mortos e mais de 5

feridos. Durante o cortejo foi feito um minuto de silêncio em homenagem ao meio de transporte. A arte-educadora Sandra Oliveira acompanhou o bloco vestida de bonde chorando. “Queremos o bonde de volta, queremos fazê-lo voltar a alegrar o bairro.”

 

Tradicionalmente, o Céu da Terra faz dois desfiles: um antes do Carnaval, com o bonde, e outro durante com um cortejo pelo bairro. Sem o bondinho, os organizadores decidiram cancelar o primeiro desfile para protestar.