10 de julho de 2026
Polícia

Cirurgia só após o Carnaval leva filhas de idosa à delegacia para BO


| Tempo de leitura: 1 min

A alegação de profissionais do Hospital Estadual (HE) que a cirurgia da idosa Izabel Anália Martins, 81 anos, seria realizada só após o Carnaval levou as filhas dela ao plantão da Polícia Civil, ontem pela manhã, em Bauru. A paciente veio transferida de Lins, no sábado pela manhã, com fratura no fêmur para uma cirurgia de alto risco. Desde então, a família denuncia péssimo atendimento no local.

 

Consta no boletim de ocorrência que a instituição só as deixou entrar seis horas depois da internação. Na oportunidade, diz o BO, constataram que nem água tinham oferecido e Isabel estava suja por conta de suas necessidades fisiológicas. Segundo a filha Vitorina Martins, ela passou a indagar por exames e lhes informaram que nenhum havia sido solicitado.

 

A assistente social ainda lhe explicou que não havia profissionais para fazer a operação por conta do Carnaval. Vitorina conseguiu contato com um médico que a teria tratado de forma ríspida e autoritária, exigindo que ela o esperasse no quarto, pois tinha vários pacientes para avaliar antes da mãe dela, relatou no documento policial.

 

Enquanto isso, a idosa continuava sem hidratação e tomando a mesma medicação prescrita em Lins. Foi recomendado ainda  que a paciente fosse colocada na tração e fizesse exame de sangue e raio X, o que apenas teria ocorrido na madrugada de ontem. “Minha mãe jogava a perna para fora da maca e eu mesma tive de amarrá-la. Já está sem forças, sua voz nem sai mais”, acrescenta a filha. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do HE, mas não conseguiu contato.