08 de julho de 2026
Regional

S. Manuel mistura escola e trio elétrico

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

São Manuel – Uma mistura de desfile tradicional de escola de samba e trio elétrico formado por blocos é o Carnaval de São Manuel. Não há luxo. Tudo isso “regado” a muito spray de espuma espirrado pelas crianças e adultos na passarela do “sãobódromo”, a avenida José Horácio Mellão. Em algumas vezes, acerta os olhos dos foliões desavisados. A prefeitura até se esforça para dar uma “organizada” na folia que se transforma a principal via pública da cidade. Essa movimentação é o que dá charme ao animado desfile de blocos, acompanhado pelo JC anteontem à noite. Hoje, a partir das 2

h3

, tem novo desfile.

 

Neste ano, o palanque destinado às autoridades tinha dois “prefeitos” acompanhando a folia ao lado de suas esposas e pessoal de primeiro escalão. O prefeito de fato, Tharcilio Baroni (PSB), pediu licença por 9

dias e ocupava a primeira fila. Quem governa a cidade no momento é Vilson José Innocenti (PSDB), o Virsão, um simpático senhor de bigode, o vice-prefeito que, na “reengenharia” política, governa o pequeno município há mais de 6

dias e é o cicerone oficial da festa.

 

Mas quando chega a folia de Carnaval, tudo para, até o falatório político, contam os desafetos. Como política e Carnaval andam de mãos dadas, a prefeitura mantém a tradição com investimentos na festa do Reinado de Momo.

 

Na avenida José Horácio Mellão, um conjunto de arquibancadas de três degraus montado por toda a extensão estava lotada de famílias, muitas crianças e jovens.  Das 21h2

até meia-noite e meia, duas escolas de sambas animaram a passarela. No entanto,  o ponto alto foram os blocos da Nega Maluca, Unidos da Vila e @Oba, que atraíram centenas de pessoas,  na melhor cópia do estilo de Carnaval da Bahia, sem fantasia e alegorias.

 

Para descer a avenida nos blocos tem de comprar o abada. Por quatro noites (dois desfiles na avenida), sai por R$ 17

, bebida alcoólica incluída com direito a uma camiseta e uma caneca.

 

A prefeitura investe bem na infraestrutura. O custo da festa é segredo a sete chaves. O prefeito Virsão e a diretora de Cultura e Turismo, Paula Brey, justificaram que só após o Carnaval “vai fechar as contas da despesa” da folia.

 

“Barato não fica. Todo ano tentamos reduzir os custos, mas sempre queremos renovar e trazer coisas diferentes. Não sei quanto fica, não fechamos as contas. Fomos considerados o Carnaval mais simpático da região. A gente tenta investir nos blocos e nas escolas de samba para trazer a população para a avenida. E também tem a tenda, o Carnaval popular de graça no poliesportivo”, conta a diretora.

 

Toda a folia tem dose dupla: hoje à noite volta à avenida, como no sábado, o Rei Momo Tacinho Rios e a Rainha Vanessa Di Lelo  e na sequência: AABB (escola de samba), Bloco da Nina (Cãonaval), Samba no Sangue (escola de samba), @OBA, Unidos da Vila e Nega Maluca. E certeza, regado a muito spray de espuma, a diversão do sãomanuelense, preocupação dos organizadores e a alegria dos vendedores ambulantes por faturarem muito na venda do produto.