Está instalada a polêmica das sacolas plásticas que os supermercados pararam de fornecer aos seus clientes sob a alegação de que tal medida visa favorecer o meio ambiente, uma vez que o plástico demora séculos para se dissolver. Interessante é que grande parte das sacolas que eram utilizadas pelos mercados eram confeccionadas com plástico reciclado, retirados da natureza em uma grande contribuição para a limpeza ambiental e, agora, com certeza, sobrará matéria prima para os recicladores. O que irão fazer com essa sobra de material?
Interessante é se notar que os saquinhos plásticos onde são embalados carnes e hortifrutigranjeiros continuam à disposição dos consumidores, com um detalhe que passa despercebido. Eles são cobrados no mesmo preço da mercadoria neles embalada. Estes saquinhos descartados não afetam o meio ambiente? Ou se diferenciam das sacolinhas por gerarem lucro ao comerciante?
Irão alegar, com certeza, que pesam pouco e a diferença em uma compra é mínima. Ora, diz o adágio popular, que de "tostão em tostão se chega ao milhão". Você parou para pensar quantos quilos daqueles saquinhos são vendidos diariamente pelos mercadistas? Qual o lucro que esse material gera? Para defesa do interesse dos consumidores, tal qual nos restaurantes por quilo, o peso desses deveria ser descontado na hora de pesar a mercadoria. Ou não?
Antonio Pedroso Junior