09 de julho de 2026
Geral

População reclama da falta de orelhões

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Em menos de três meses, Bauru apresentou uma diminuição de mais de 7

orelhões. A redução realizada pela Telefônica/Vivo se deve a um ato de regularização para atender as normas da Anatel. Entretanto, pessoas que ainda dependem do serviço como, por exemplo, os mototaxistas, afirmam ter sido prejudicados pela medida.

 

Uma reportagem publicada pelo JC em outubro de 2

11 informou que regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em junho de 2

11, havia determinado a adequação das concessionárias de telefonia ao Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Nesse plano, o número de terminais público de telefonia foi reduzido de seis para quatro equipamentos a cada mil habitantes. Nesse caso, a distância entre à disposição dos aparelhos passou a ser de 3

metros.

 

Em outubro de 2

11, Bauru contava com 2.542 orelhões ativos, entretanto, em menos de três meses e atendendo à nova exigência, o número de telefones públicos caiu para 1.81

. A diferença totaliza uma redução de 732 aparelhos.

 

 

 

Faz parte

 

De acordo com a Telefônica/Vivo, concessionária responsável pela telefonia no Estado de São Paulo, a redução faz parte de uma ação para regularização dos equipamentos na cidade, que apresentava um número 5

orelhões superiores ao mínimo recomendado, 2.

76. 

 

A retirada, segundo informou a operadora, foi priorizada pelo recolhimento de orelhões instalados de modo interno em instituições, além dos equipamentos duplos e triplos em vias públicas, que permaneceram com apenas um aparelho por terminal. 

 

Mesmo com as mudanças, a empresa ressalta que o usuário não precisaria andar mais de 3

metros, em localidades com pelo menos 1

habitantes, para encontrar um aparelho. 

 

 

 

Pagar menos

 

O auxiliar administrativo, Paulo Harten, 38 anos, apesar de possuir celular garante que ainda é um usuário assíduo do terminal telefônico público. Ele conta que costuma utilizar o serviço por pagar menos pelas ligações locais para telefones fixos, além do uso em situações emergenciais.

 

 “Na semana passada estava chovendo e acabou a bateria do meu celular. Eu rodei por algumas quadras no bairro Higienópolis, tentando achar um orelhão, mas não consegui nada. Acabei chegando em casa molhado e ainda levei um fumo da ‘patroa’ por não ter avisado que estava sem bateria”, contou Harten.

 

Assim como Paulo, outras pessoas, que dependem do serviço, também afirmam serem prejudicadas pela carência de telefones públicos em alguns bairros do município.

 

Fabiano Pereira de Souza é mototaxista e afirma que a retirada dos orelhões ajudou a reduzir em quase 3

% sua clientela, nos últimos meses. “Nós não recebemos ligações de celular a cobrar porque essas ligações são muito caras. Com essa história de tirar orelhão, eles acabaram tirando telefones de um ponto de ônibus que era muito usado pelos meus clientes”, reclama Souza, sobre um terminal retirado de um ponto de ônibus em uma praça localizada na rua Alípio dos Santos, no Jardim Progresso.

 

O mototaxista trabalha em uma casa no Parque Roosevelt e atende clientes das regiões do bairro Bela Vista. Para ele, a retirada dos equipamentos na cidade ainda deixou alguns pontos com maior fluxo de pessoas sem o aparelho visível. “Eles acabaram deixando os orelhões em pontos isolados de alguns bairros e só os moradores acabam sabendo”.

 

Sobre o caso, a Telefônica/Vivo alega que a disposição dos telefones públicos segue todas as regulamentações da Anatel. E que o número de orelhões estaria de acordo com os limites recomendados por decreto.

 

 

 

Custo do vandalismo

 

Ainda de acordo com a Telefônica/Vivo, são gastos, anualmente, cerca de R$ 2

milhões com a recuperação de telefones públicos que sofrem com algum tipo de vandalismo. Em muitos casos, embora a depredação não seja visível, o aparelho acaba apresentando defeito devido a pancadas, introdução de materiais estranhos e outros atos de depredação.

 

Sobre a demanda dos telefones públicos, a operadora informou que a venda de cartões telefônicos, para uso em orelhões, apresentou queda de 45% em 2

11 em relação a 2

1

.

 

 

 

  • Serviço

 

Para falar com a Telefônica/Vivo, ligue direto e sem custos: 1

315.