As escolas do Carnaval de Bauru ainda estão realizando organizando materiais nos barracões e a rotina nas lojas da cidade já começa a mudar, com o surgimento dos primeiros produtos da Páscoa. Oficialmente, a data religiosa será comemorada apenas em abril, mas nas lojas e nos mercados de Bauru é possível encontrar seu símbolo mais conhecido: os ovos de chocolate. De acordo com estudos da Associação Paulista de Supermercados (Apas), no período a venda de chocolates aumenta cerca de 1
%.
“A impressão que eu tenho que cada vez mais a distância entre essas datas é encurtada. No meu tempo, parece que entre o Carnaval e a Páscoa tínhamos um intervalo maior, o tempo demorava a passar”, lembra a dona de casa Marli Paron de Souza, 68 anos. “O comércio tem interesse em aproximar as datas e as pessoas querem comprar os produtos de marca”, opina.
Na tarde de ontem, a balconista Bruna Sayuri Tokuhara, 29 anos, fazia compras no Confiança Max acompanhada da filha Yasmin Arissa Tanaka, 3 anos. “Em 2
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nós estávamos no Japão, então no ano passado foi a primeira vez que ela viu como é a Páscoa brasileira e ficou encantada”, destaca. “Desta vez, ela já ficou interessada em saber se vai ganhar mais chocolate do que no ano passado. Inclusive, no último sábado já compramos de uma personagem que ela queria”, admite.
Escolha “difícil”
Entre muitos personagens, times, desenhos e outros adereços, o estudante Leonardo Adolfo Deganutti , 1
anos, tentava escolher qual chocolate pedirá para sua mãe. “Todo ano é assim. Eles nos acompanham no mercado e ficam ‘namorando’ os ovos”, explica Elvia Deganutti, 4
anos. “Como o Leonardo já é grande, ele entende que não podemos comprar em todas as oportunidades. Ele escolhe um ovo que só vai ganhar no dia da Páscoa. Enquanto isso, vai comendo chocolates e bombons menores”, revela.
“Atualmente eu quero ganhar um ovo bem grande do Corinthians, mas até a Páscoa minha opção pode mudar. Ainda não consegui escolher”, finaliza Leonardo.
Quarto maior
Ainda de acordo com a Apas, o Brasil é o quarto maior produtor de chocolate do mundo, atrás de Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. “Somente em 2
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foram consumidos mais de 582 mil toneladas do produto no país”, informou o diretor de Economia da Apas, Martinho Paiva Moreira.
Com relação aos preços que o consumidor deve encontrar este ano nas prateleiras, Moreira explicou que o período pressiona o valor pago pela mercadoria. “Em média, a indústria prevê que os preços fiquem 9% mais caros do que em 2
11, influenciado pelos reajustes dos valores principalmente do açúcar, da energia elétrica e da mão-de-obra”, explicou.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados (Abicab), o brasileiro consome, em média, 2,2 quilos de chocolate por ano. O número representa um aumento de 33% em relação a mesma quantidade consumida há dois anos, mas ainda coloca o país atrás da Europa, onde o consumo individual chega a seis quilos por ano.