? Estranharam
Foi recebida com surpresa a postura do presidente da Câmara Municipal de Bauru, Roberval Sakai (PP), na sessão legislativa de ontem. Nos projetos que dividiam oposição e governo, o vereador votou todas as vezes junto da base de Rodrigo Agostinho (PMDB). O pepista estava alinhado ao grupo oposicionista desde a crise institucional do Legislativo no ano passado, quando ficou isolado por votar junto com o governo, mesmo tendo sido eleito pela oposição.
? Sem relação...
O fato gerou comentários de bastidores a respeito de uma possível aliança do PP, que tem Carlos Octaviani como pré-candidato à prefeitura, com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) nas eleições de outubro. Sakai, que preside a sigla, nega qualquer tipo de relação eleitoral nas votações. O presidente afirmou ter sido coerente ao votar favoravelmente ao financiamento da dívida da Cohab e na derrubada do parecer de ilegalidade da nova fórmula do IPTU.
? O desempate
Neste último caso, Sakai desempatou a votação, que havia ficado em sete a sete. O parecer foi derrubado pelos governistas em função da ausência de Amarildo de Oliveira (PPS), que teria garantido a vitória à oposição. A assessoria parlamentar do vereador informou que ele não compareceu à sessão de ontem por problemas pessoais.
? No ataque
Os vereadores de oposição partiram para cima do governo. José Roberto Segalla (DEM) foi enfático ao dizer que caso a nova fórmula do IPTU se torne lei, o chefe do Executivo corre o risco de se tornar inelegível. O entendimento é de que a proposta é eleitoreira por proporcionar aumento zero no imposto para os imóveis edificados de até R$ 150 mil, que correspondem a 80% do total.
? Extinção
Se o governo ganhou com a derrubada da ilegalidade do IPTU, perdeu no pedido de financiamento de R$ 156 milhões da dívida da Cohab. Nem a visita do presidente Edison Gasparini Júnior adiantou para convencer os vereadores de que a proposta é boa. Com a discussão no Legislativo vieram à tona novamente defesas favoráveis à extinção definitiva da Cohab.
? E o assessor?
Segalla está mesmo empenhado na missão de ?desmontar? a ideia de que o governo municipal vai bem. Ontem ele mostrou três situações concretas. Em um deles, a cobertura e o poste de um ponto de circulares impedia a passagem de cadeira de rodas pela calçada. O vereador questionou como isso é possível já que a Emdurb conta com Fábio Manfrinato (PR), ex-DEM, como assessor de acessibilidade.
? Perseguição?
A vereadora Chiara Ranieri (DEM) demonstrou irritação ontem pelo fato de a lei da Ficha Limpa municipal não ter sido sancionada por Rodrigo Agostinho. Como o prefeito não agiu, coube a Roberval Sakai promulgá-la enquanto presidente da Câmara. Segundo a parlamentar, todas as leis de sua autoria precisam ser validadas pelo Legislativo.
? Presentes
Diferentemente do publicado na edição de ontem, de que os tucanos não prestigiaram o Carnaval da cidade, os vereadores Fernando Mantovani e Gilberto dos Santos foram ao Sambódromo de Bauru nos desfiles das escolas e blocos. Os principais líderes, porém, ficaram de fora da folia: Marcelo Borges e o deputado Pedro Tobias. Foi a eles que nos referimos.