08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quem pode me ajudar?


| Tempo de leitura: 2 min


Escrevo para a coluna do leitor deste conceituado jornal para alertar a sociedade sobre o quanto nossos direitos como consumidor são colocados de lado, quando o assunto é o descumprimento de um contrato. Nesse caso especificamente, cito o contrato de compra que fechei junto à fábrica da Nissan do Brasil, sediada no estado do Paraná, por meio da concessionária Katana de Bauru.

Para que vocês compreendam a minha indignação, comprei um veículo modelo Livina automático, porque minha esposa sofre de um problema no braço que a impede de dirigir carro convencional. Segui todos os trâmites legais para a aquisição do veículo. Recebi o boleto no dia 30 agosto do ano passado e paguei à vista no mesmo dia.

A concessionária Katana informou-me que após o pagamento do boleto o veículo chegaria no máximo em 10 dias. Acreditando na idoneidade dessa montadora multinacional, vendi meu outro carro, próximo à data da entrega do novo veículo. Mas, infelizmente, só consegui receber o carro novo 73 dias depois de efetuar o pagamento. Liguei, mandei e-mails, tentei várias formas de contato e só obtive respostas evasivas e sem esclarecimentos sobre o que teria acontecido com o veículo.

Depois de acionar o Procon e pedir a intermediação da Associação Proteste, obtive uma resposta que, grosso modo, dizia que "eles teriam encontrado o veículo no controle de qualidade por causa de um problema com a chave inteligente e que o veículo havia sido liberado para entrega". Quando finalmente o carro chegou à concessionária Katana, descobrimos que a chave inteligente, considerada como o "cérebro" do veículo, não veio. Eu só tive acesso à chave comum. Só a espera por essa chave já somam 94 dias e continuo novamente sem respostas e solução.

A Nissan não está respeitando o Código de Defesa do Consumidor. Parece até que "como já receberam o dinheiro, o resto que se dane". Não sei mais a quem recorrer. A concessionária Katana diz que tem feito o possível para resolver esse problema e não sabe mais o que fazer. E agora, José???

Joaquim de Oliveira Figueiredo