07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Maniqueísmo

Os discursos carnavalescos na tribuna da Câmara Municipal de Bauru, durante a sessão da ressaca, anteontem, tiveram de tudo. Desde o antigo silogismo filosófico de tentar estabelecer críticas a partir da relação entre o bem e o mal, o rico e o pobre, ao melhor estilo maniqueísta, até anúncios triunfalistas como se todos os problemas da humanidade estivessem resolvidos. Dá-se um desconto devido ao desgaste físico e mental que a festa causa.

? Empurrando...

Com o litígio sem fim na Mocidade Independente da Vila Falcão, o tucano Ricardo Carrijo deu uma força para a Azulão do Morro, do Parque Jaraguá. Ele estava lá, empurrando o último carro alegórico da escola da presidente Cidinha, ao lado do também tucano vereador Fernando Mantovani, este meio sem jeito com o gingado e a dinâmica da evolução na avenida. Mas participou. É o que importa.

? Abriu em março

Os enredos na passarela do samba terminaram. Agora o espetáculo popular só retorna em fevereiro de 2013, quando o principal organizador da festa estará no primeiro ano do novo mandato, no Palácio das Cerejeiras. Março ainda nem veio e o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) se prepara para ter de fazer substituições em algumas de suas alas do primeiro escalão.

? Quem pode sair

Quem está disposto a colocar seu gingado nas ruas para tentar cativar o eleitor com seu enredo popular e, quem sabe, conquistar uma vaga de destaque no Poder Legislativo é o secretário municipal de Agricultura, Zito Garcia. Nico Mondelli Jr., da Emdurb, também ensaia passos na direção de uma candidatura e a situação de José Carlos Batata, que se licenciou da Câmara para ser secretário de Esportes, ainda é de charme, com o discurso de "estudos".

? O caso Cohab

O preocupante caso das execuções de resíduos habitacionais contra a Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) continua sendo tratado de forma muito superficial e com discursos arrumadinhos que não elucidam e, ainda, aprofundam a falta de informação. Mas nem a oposição tem o direito de elevar o tom neste tema complexo, porque também jogou na gaveta a necessária verificação de cada item dessa gigantesca conta acumulada no tempo.

? As depurações

O comando da Cohab de Bauru também não fez sua parte e, por muito tempo, deixou de dar informações sobre a evolução dos contratos e o início das execuções, sobretudo a partir de 2008, quando um pacote de dívida de milhões estourou na mesa da presidência às vésperas da eleição municipal. São intermináveis depurações, cujos critérios precisam ser minuciosamente verificados.

? R$ 6 milhões

O prefeito promete enviar para a Câmara Municipal, até a próxima segunda-feira, projeto de lei onde pede autorização aos vereadores para destinar R$ 6 milhões do orçamento deste ano para o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Trata-se de medida para comprar maquinário (R$ 3 milhões) e perfurar pelo menos dois poços. O dinheiro já está no caixa, veio do pagamento acumulado do Refinanciamento Fiscal (Refis). Na crise institucional, o DAE vai "lavar a égua" em seu caixa.