08 de julho de 2026
Internacional

Oposição pede armas e ganha apoio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Damasco - Membros da oposição síria pediram ontem que a comunidade internacional dê armas e munição aos grupos rebeldes, equipando a insurgência contra a repressão do regime de Bashar Assad.

 

O apelo do Conselho Nacional Sírio, feito durante encontro do grupo autodenominado “Amigos da Síria”, na Tunísia, recebeu aceno da Arábia Saudita. 

 

Saud al Faisal, ministro do Exterior, considerou o pedido “uma ótima ideia”. “Eles têm de se proteger”, disse.

 

O Exército Livre Sírio, composto de desertores, já faz contrabando de armas no mercado negro. Mas não há, ontem, apoio militar formal da comunidade internacional.

 

O regime de Assad reclamou repetidas vezes do que diz ser uma conspiração internacional para sua queda.

 

A oposição síria recebeu outro sinal positivo ontem, após William Hague, chanceler britânico, ter dito que o país irá reconhecer a oposição como “representante legítimo do povo sírio”.

 

Paralelamente, Ahmet Davutoglu, ministro do Exterior da Turquia, pediu que o restante do mundo encontre uma maneira de negar ao regime sírio “os meios com que perpetra atrocidades contra o povo”. “Temos de encontrar modos de forçar um embargo de armas”, afirmou.

 

Outras nações fizeram propostas durante a reunião dos “Amigos da Síria”, incluindo a sugestão de uma saída negociada de Assad - que poderia se exilar na Rússia.

 

A liderança do Conselho Nacional Sírio, porém, mostrou-se decepcionada com o encontro e afirmou, ontem, que o evento não atingiu as expectativas do povo sírio.

 

O Brasil participou do encontro enviando Luiz Eduardo Mayer Ferreira, número dois da sua embaixada na Túnisia.

 

 

 

Apoio do Hamas

 

Além da reunião dos “Amigos da Síria”, a insurgência do país teve outra vitória diplomática, com a declaração do grupo palestino Hamas de que apoia a revolta no país. “Faço saudação ao povo heroico da Síria, que luta por liberdade, democracia e reforma”, afirmou Ismail Haniyeh, líder do Hamas.

 

Ao endorsar os rebeldes, o Hamas deu as costas publicamente a Assad, aliado de longa data. Dessa maneira, o ditador perdeu um de seus únicos pontos de apoio sunita no mundo árabe, tornando-se ainda mais isolado.

 

Um porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou, ontem, que foi dado início à retirada dos feridos e adoentados em Homs, além de mulheres e crianças.

 

A cidade, sitiada, está sob fogo intenso a mando do regime sírio. Morreram ali, na quarta-feira, o fotógrafo francês Remi Ochlik e a jornalista americana Marie Colvin. Segundo ativistas, morreram ontem na Síria cerca de 1

pessoas, durante embates.