08 de julho de 2026
Geral

Polícia fecha ?zoo? do jogo do bicho

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde de ontem, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), deu um novo golpe no jogo do bicho, em Bauru. Dessa vez, foi fechado um escritório central que, por conta da modalidade, era conhecido como “Zoo”. 

 

Até bolsas e relógios com a marca do local foram encontrados. Mais uma vez, não foi localizado o montante de dinheiro das apostas, o que direciona as investigações para onde estaria o “mapa da mina”.

 

A nova investida policial ocorreu em um imóvel na quadra 14 da rua Joaquim da Silva Martha. Segundo o titular da DIG, Kleber Granja, no momento da abordagem, sete pessoas estavam no local, entre elas, o dono da banca. “No estabelecimento, havia também três motos, que faziam a função da recolha das apostas”, conta.

 

O delegado explica que a nova ação é um desdobramento das operações anteriores. O escritório descoberto ontem havia sido montado justamente após um dos primeiros ataques da Polícia Civil ao jogo do bicho este ano. “Logo após nós desmantelarmos uma das primeiras bancas, fomos a um escritório montado na rua Alfredo Ruiz, que estava sendo investigado. Entretanto, não achamos nada, pois eles se mudaram exatamente para o local que foi descoberto hoje (ontem)”.

 

No estabelecimento, além de todo o aparato costumeiro da contabilidade do jogo do bicho, havia também relógios e pequenas bolsas com a inscrição da marca do local.

 

Foi encontrada ainda uma reportagem do JC na parede que divulgava as operações da Polícia Civil contra a modalidade de apostas. O mesmo já havia sido flagrado em outra abordagem. 

 

Todas as pessoas que estavam no local foram conduzidas até a DIG. Como o jogo do bicho é considerado contravenção, eles assinaram um termo circunstanciando e foram liberados ainda ontem.

 

 

 

‘Mapa da mina’

 

Apesar da grande quantidade de produtos apreendidos, o delegado Kléber Granja conta que a quantia em dinheiro apreendida – cerca de R$ 3 mil em dinheiro e cheques - é totalmente incompatível com o número de apostas que eram feitas. Assim, a polícia quer descobrir para onde está indo toda esta quantia.

 

“Havia um farto material de apostas e anotações. Ali, tinha uma parte muito pequena das apostas. Nós iremos continuar as investigações para localizar o ‘mapa da mina’, ou seja, onde está sendo guardado o dinheiro”, completa.

 

 

 

País livre?

 

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, conta que o dono da banca afirmou que vai continuar com o negócio. “Ele disse que vai continuar. Afirmou que o jogo existe porque as pessoas apostam e que só não é liberado, pois, aqui, não é um país livre. Nós, da Polícia Civil, iremos continuar coibindo”, rebate.

 

Segundo ele, há diretrizes da Polícia Civil para que essas operações continuem. “Tanto a Delegacia Seccional quanto Deinter (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) traçaram diretrizes para que as operações continuem. Esta (a de ontem) foi a sexta banca desarticulada. E mais virão”, completa o delegado.