Ao escolher os 11 jogadores que entrarão em campo hoje contra a Bósnia-Herzegóvina, às 16h, em amistoso na cidade de St. Gallen, na Suíça, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, inaugura uma nova fase de seu trabalho, marcada pela maior pressão por resultados. A menos de seis meses dos Jogos Olímpicos de Londres e a dois anos e meio da Copa do Mundo, o treinador precisa começar a definir o grupo com o qual vai encarar os dois desafios, apontando o caminho das vitórias para uma equipe que ainda não convenceu. Se as incertezas ainda são muitas, duas referências técnicas do time parecem definidas: Neymar e Ronaldinho Gaúcho.
Ontem, em sua única entrevista antes do treino realizado a zero grau na arena AFG, Mano reconheceu que a Seleção agora caminha contra o tempo. Segundo ele, a “modificação radical” do grupo em relação à equipe que foi à África do Sul fez com que o rendimento inicial fosse prejudicado. Por isso a preocupação em aproveitar todos os momentos, como o jogo de hoje. Sobre a missão de montar dois times, um com apenas três jogadores com mais de 23 anos, para a Olimpíada, e outro com força máxima para a Copa, Mano Menezes não lamentou, pelo contrário. Para ele, um será derivado do outro. “A Seleção que vai disputar a Olimpíada vai ser formada por um número bastante grande de jogadores que vai estar na Copa de 2
14. Por isso é uma parte importante da programação. Uma é a sequência da outra”.
Ontem, Mano fez um rápido treino com a equipe que deve começar o jogo, com a base do time que jogou contra o México em outubro de 2
11. Na defesa ele escolheu Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. Do meio para a frente escalou Sandro, Fernandinho, Hernanes e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião, deixando Ganso na equipe reserva.