09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Brasil quer teto de importação de veículos do México

Reuters
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O governo brasileiro está insistindo em fixar um limite máximo de importação de veículos e uma série de outras condições em troca da continuidade do acordo bilateral automotivo com o México, disseram fontes próximas das negociações, ontem (27).

O Brasil informou no começo deste mês que queria renegociar ou encerrar o acordo devido à onda de importação de veículos do México, que estaria causando danos à indústria automotiva local.

O comércio de carros entre as duas maiores economias da América Latina atingiu cerca de 2,4 bilhões de dólares em 2011, com o Brasil no prejuízo com um déficit comercial de 1,7 bilhão de dólares -mais que o dobro do saldo negativo do ano anterior.

No centro da disputa está o efervescente mercado doméstico brasileiro para automóveis, que tem se tornado fonte de lucros para companhias como Fiat e General Motors. Os mercados automotivos no México e no Brasil são dominados por montadoras estrangeiras instaladas nos países.

O Brasil quer que o México concorde com um "teto" nas importações como forma de prevenir que o déficit comercial cresça ainda mais, disseram fontes do governo brasileiro à Reuters. Isso seria uma mudança substancial em relação aos termos prévios do acordo automotivo, que não impunha limites, segundo as fontes.

Uma delegação do México incluindo o ministro da Economia deve chegar em Brasília hoje para uma rodada de negociações sobre o assunto.

Autoridades do México têm afirmado que o acordo automotivo favoreceu o Brasil por muitos anos e que o governo brasileiro não o contestava enquanto tinha superávit comercial com ele.