09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Contra o pedágio urbano


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Senhor coordenador do plano diretor do transporte e mobilidade de Bauru, na qualidade de líder comunitário do bairro jardim Carolina, venho por meio dessa coluna me indignar e manifestar minhas condolências a vossa senhoria em ser infeliz no manifesto de uma matéria no Jornal da Cidade do dia 26/02/2012. O sr. disse que a solução do desafogamento de veículos na área urbana de Bauru seria a implantação de pedágio dentro do perímetro urbano? Gostaria que se inteirasse melhor das leis dos pedágios em nosso Estado e visse para que serve a verba arrecadada pelos pedágio O que mais desafia minha lógica, em toda essa história, é que, em um passado não muito distante, coisa de uns 30 anos atrás, quando a carga tributária era muito menor do que hoje, uma parte dos recursos estatais (que saem do nosso combalido bolso) era destinada à manutenção e administração das estradas. Com a proliferação das concessões, salvo melhor juízo, a meu ver, a administração pública foi desonerada de tais obrigações, podendo realocar funcionários, meios e recursos para outras atividades, inclusive aquelas privativas do poder estatal.

Quando constato como as coisas estão atualmente, me forço a perguntar se estamos andando pra frente ou se estamos fazendo como os caranguejos. Na verdade, a questão de pedágios não é fato isolado, é uma questão de conjuntura, na qual temos, dentro do mesmo balaio, administradores ineficientes (quando não desonestos), leis mal elaboradas (muitas vezes de forma proposital, para servir a interesses de determinados grupos), povo ignorante e de memória curta (não conhece sua história, a vida pregressa de seus políticos e acha que tudo é normal, desde que tenha carnaval e futebol). Não sou nenhum estatista, mas sou a favor de que as concessões, especialmente de setores estratégicos, como estradas, geração, distribuição e fornecimento de energia e combustíveis sejam bem regulados, com regras que privilegiem o bem comum, o interesse da população e não de determinados grupo que atuam de forma regular e reconhecida junto ao Congresso Nacional, a casa que faz as nossas Leis.

A única solução que até pode ser copiada é a mesma ideia da lei municipal que funciona na capital de São Paulo, que é o rodízio de veículos com sanções municipais àqueles motoristas que vierem a descumprir tendo seu veículo em trânsito no dia em que for proibido. Aí, sim, deve-se aplicar a multa. Com essa lei, desafogaríamos totalmente o trânsito de nossa cidade e o dinheiro da multa seria destinado ao setor de sistema viário de nossa cidade para aplicações de melhorias em semáforos, sinalizações e até mesmo melhora no salário dos guardas municipais que prestam serviços na área de sinalização de nossa cidade.

Matias Muniz - Presidente da Associação de Moradores do Jd. Carolina