Toronto - Pesquisadores criaram um novo tratamento contra as sequelas do AVC (acidente vascular cerebral) com chances de ser eficiente em humanos. O feito é considerado muito difícil, e quase não há alternativas para enfrentar o problema ontem.
Em experimento com cinomolgos (macacos asiáticos que têm o sistema nervoso muito parecido com o de humanos), os cientistas tiveram sucesso em reduzir os danos cerebrais e outras sequelas após os derrames.
Os pesquisadores conseguiram inibir parcialmente a morte de neurônios que normalmente acontece depois de um problema desse tipo.
Para isso, eles injetaram nos bichos, algum tempo depois da isquemia, um inibidor da proteína PSD-95, que está ligada à morte de neurônios depois de um AVC. O efeito da droga foi medido com ressonância magnética.
Um dia após o AVC, os macacos que receberam esse inibidor até uma hora depois do derrame tiveram perda de tecido cerebral 55% menor do que os que receberam placebo. Ao se levar em conta os 3
dias subsequentes, a perda foi 7
% menor.
O estudo, publicado na última edição da “Nature”, também mostrou que os animais tiveram melhora nas funções cerebrais.
Os bichos tratados com a droga se saíram bem em testes de comportamento e de desenvolvimento feitos pelos pesquisadores.
O AVC isquêmico é causado pela obstrução das artérias cerebrais. Ele pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala. Ele é uma das principais causas de morte e de afastamento do trabalho no mundo.
As tentativas de usar uma substância para reduzir os impactos do AVC no cérebro tiveram fracasso generalizado nos últimos anos.