08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Atividade delegada


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A atividade delegada surge fruto da incompetência do Estado e do município em cumprir o estabelecido pela Constituição Federal e Estadual, no caso da PM e do Município de Bauru, no tocante a colocar em prática a lei que permite a criação da Guarda Municipal, além de deixar de realizar concursos para os quadros de fiscais nas diversas secretarias em nossa cidade. Para o Estado de São Paulo, a criação da atividade delegada significaria colocar nas ruas de Bauru e sem encargos salariais um contingente que, na prática, supriria a falta de homens, passando para a população a falsa percepção de estar-se saneando a defasagem de material humano.

O Governo de São Paulo, com o chapéu de Bauru, resolveria o probelma de sua competência, imposto pelas Constituições Estadual e Federal. Por outro lado, o alcaide bauruense, ao invés de implementar a Guarda Municipal, estaria servindo aos interesse do Governo Estadual, possibilitando um fictício aumento de pessoal operacional, sem a contratação de novos policiais. Neste cruel jogo de interesses pessoais e partidários, convenientemente esquecessem do ser de carne e osso que existe por debaixo da farda, que estaria sujeito a uma carga ainda maior de stress, pois ao invés de estar ao lado de esposa e filhos, de sua família, no horários destinado a isto, estaria no "bico institucionalizado", suprindo a falta que a incompetência criou. Muitos outros fatores me levam, como advogado, especialista na matéria Polícia Militar, a colocar-me contra esta experiência que tentam enfiar goela abaixo para os cidadãos de Bauru, que vão, além do já discorrido, outras questões como o seguro de vida, a dedicação exclusiva, já prevista e paga com o nome de IRETP e outras que oportunamente discorrerei.

E vale lembrar: existe a PEC 300, parada no Congresso, que valorizaria em muito os salários dos PMs, mas esta PEC, existindo as atividades delegadas, certamente jamais seria aprovada. Não é conveniente tirar os policiais da vida de miséria que os submetem, para no final acenarem com um mísero complemento vindo desta aberração chamada de atividade delegada. Em Brasília policial não faz bico, nem os institucionalizados. Lá recebem salários dignos!


Carlos Augusto de Carvalho