10 de julho de 2026
Regional

Servidores usam carro oficial para viajar a Bauru e prestar depoimento

Aurélio Alonso e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista – Três servidores públicos municipais da Câmara de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) usaram carro oficial da Câmara para viajar a Bauru para prestar depoimento anteontem na delegacia seccional no inquérito policial que apura justamente uso indevido de carro oficial em viagens.

 

O Ministério Público requisitou à Polícia Civil para instaurar quatro inquéritos de eventuais viagens de funcionários para São Paulo e se essas viagens tinham destinações específicas, inclusive será apurada ainda as despesas. A reportagem apurou que foi pedido sigilo para não atrapalhar as apurações.

 

Na quarta e quinta-feira foram ouvidas oito pessoas na seccional. 

 

O JC flagrou os servidores Eleotério Martins Pereira (assessor parlamentar do presidente da Câmara), Silvia Lana Felipe e motorista Selmo José de Mattos no veículo do Legislativo na porta da delegacia seccional na manhã de quinta-feira. O carro

1 da Câmara trouxe os funcionários e ficou na porta por mais de três horas aguardando que os funcionários prestassem os depoimentos. 

 

O promotor de justiça Daniel Passanezi Pegoraro declarou ontem que vai requisitar as fotos e abrir novo procedimento investigatório, porque os servidores não poderiam usar o carro oficial. 

 

O presidente da Câmara de Lençóis, Ailton Rodrigues de Oliveira, o Juruna (PTB), foi procurado ontem pelo telefone às 17h23, 17h4

e 18h45, mas não atendeu as ligações. A reportagem deixou recado na caixa postal do celular dele. O JC também procurou Sílvia Felipe por telefone, mas ela alegou que só presidente do Legislativo poderia se pronunciar sobre a viagem com o carro da Câmara. Os servidores Eleutério Pereira e Selmo  de Mattos não foram encontrados pela reportagem até o fechamento desta edição. 

 

O Ministério Público ajuizou 13 ações civil pública para apurar o uso de carro oficial indevidamente. Estão sendo acusados vereadores e servidores públicos municipais. Se forem condenados nas ações por improbidade, podem perder os cargos, os direitos políticos, multados em até 1

vezes os prejuízos causados e proibidos de contratar com o poder público. A Polícia Civil apura também se houve crime de peculato.