07 de julho de 2026
Saúde

Conta-Gotas


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"Foi bem atendida?"

Até junho, toda mulher que der à luz na rede pública deve receber uma ligação para responder a perguntas como "foi bem atendida?" e "teve direito a acompanhante?".
Portaria do Ministério da Saúde estabelece que serviços de saúde devem registrar o telefone do paciente na guia de autorização para qualquer internação na rede pública. Quem não inscrever o telefone, não recebe pagamento pelo serviço, explica Helvécio Magalhães, secretário de atenção à saúde. Há, no entanto, a possibilidade de o paciente dizer que não tem um telefone.

Avaliação


A ideia é que, nos meses seguintes ao parto, toda mulher receba a ligação da ouvidoria do ministério - esfera independente do serviço local, o que evitaria retaliações por críticas ao serviço. São 2,2 milhões as mulheres que dão à luz a cada ano. Projeto piloto feito em 2011 numa maternidade de referência em Porto Alegre chegou a uma aprovação de 88%. O secretário admite, porém, que o retrato não deve se repetir em toda parte. "Acho que a gente vai encontrar problemas."

Dados confiáveis


Magalhães não crê que vai se repetir a polêmica do cadastro de gestantes, em que feministas criticaram o registro obrigatório da gravidez. "É sempre operado com sigilo. Não vai ter confusão." Para César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, cadastrar bem pacientes chega a ser uma obrigação das instituições, desde que as questões sejam formuladas adequadamente de forma a se obter dados confiáveis.

Cadastro de implantes


A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lançou na última quinta-feira um cadastro nacional de implantes de silicone que vai reunir informações sobre as cirurgias feitas. O cadastro não será obrigatório. O médico que participar incluirá dados como marca e número de série do implante, data, Estado e cidade em que a cirurgia foi feita, finalidade da cirurgia (aumento, troca ou reconstrução mamária) e, em caso de problemas como rupturas, todos os detalhes a respeito.

Anônimo

Para preservar o sigilo entre médico e paciente, o banco de dados não terá os nomes dos envolvidos. Em casos de notificações de problemas com uma determinada prótese, a sociedade avisará os médicos, que deverão falar com suas pacientes. Segundo José Horacio Aboudib, presidente da sociedade, os médicos podem preencher o cadastro das cirurgias anteriores. "Mas não acredito que isso seja viável."

Chega tarde

Aboudib diz que a SBCP deve se reunir com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para discutir como usarão o cadastro juntas. O registro era planejado há anos, segundo Wanda Elizabeth, coordenadora da comissão de silicone da SBCP. "Depois de tudo que aconteceu, as pessoas entenderam a importância dessas informações. Poderíamos ter identificado antes que os implantes estavam se rompendo."