08 de julho de 2026
Internacional

Putin vence e rivais alegam fraude


| Tempo de leitura: 3 min

Moscou - Vladimir Putin obteve uma retumbante vitória nas eleições presidenciais da Rússia, ontem, mostraram pesquisas de boca de urna. Com isto, assegura um novo mandato de seis anos para assumir o Kremlin e para lidar com os protestos de oposição, que após a votação acusou de ter sido fraudada.

Duas pesquisas de boca de urna da televisão, divulgadas após o término da votação, deram a previsão que o primeiro-ministro venceria com 59,3% e 58,3% dos votos, o que facilmente torna um segundo turno contra o candidato em segundo lugar desnecessário.

O seu rival mais próximo, o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov, ficou abaixo de 20% em ambas as pesquisas. Zyuganov disse que seu partido não reconheceria os resultados oficiais da eleição, chamando-a de “ilegítima, desonesta e não transparente”.

Putin descartou rapidamente as acusações de fraude, que serão repetidas pela oposição em protestos que tinham início previsto para hoje.

“Esta é a eleição mais limpa em toda a história da Rússia”, disse o chefe da campanha de Putin, Stanislav Govorukhin. “As violações que nossos rivais e os opositores do presidente falarão agora são risíveis”.

Os resultados oficiais da maior parte dos colégios eleitorais são esperados para hoje. Uma multidão enorme, em sua maioria de jovens apoiadores de Putin, se reuniu à noite em uma praça do lado de fora do Kremlin, acenando bandeiras russas.

Duros discursos

Espera-se também que o ex-espião da KGB retorne ao Kremlin com duros discursos de luta contra o Ocidente, uma marca registrada de seu primeiro mandato como presidente e nas campanhas eleitorais.

Economistas dizem que o principal teste da volta de Putin ao governo seria ver o quão longe ele estaria disposto a ir para reformar uma economia extremamente dependente em exportação de energia.

Os opositores do candidato eleito disseram que a votação em muitas partes do vasto país foram envieasadas para seu favor e juraram continuar com os maiores protestos vistos desde que ele chegou ao poder, há 12 anos.

“Nós não consideramos estas eleições legítimas”, disse um dos líderes dos protestos de oposição, Vladimir Ryzhkov, que planeja um novo comício hoje contra Putin em Moscou.        

 

‘Vencemos uma disputa limpa e aberta’

Moscou  - O premiê russo, Vladimir Putin, declarou vitória do pleito presidencial diante da apuração parcial que o coloca na frente com cerca de 60% dos votos. O processo eleitoral é questionado por observadores, que denunciam fraudes na votação.

“Vencemos. Ganhamos em uma disputa aberta e limpa”, afirmou Putin, com lágrimas nos olhos, em uma praça ao lado do Kremlim. A declaração foi feita a milhares de partidários presentes no local.

Pesquisas de boca de urna mostram Putin com entre 58% e 59% dos votos. A apuração de pouco mais de 20% das urnas também coloca o premiê na frente, com 63% dos votos.

O candidato comunista, Guenadi Ziuganov, aparece na segunda posição com 18% dos votos. O nacionalista Vladimir Zhirinovsky, o socialista Sergei Mironov e o magnata Mikhail Prokhorov aparecem bem atrás, com percentuais pequenos. O resultado oficial das eleições deve ser divulgado hoje.

Observadores apontaram fraude no processo eleitoral, que permitirá o retorno de Putin ao Kremlin, após uma pausa de quatro anos, em um ambiente de impugnação que não era visto há uma década.

Os centros de votação abriram às 20h de anteontem (17h de Brasília) no Extremo Oriente russo e fecharam às 17h (14h de Brasília) em Kaliningrado, no extremo oeste do país.

Cerca de 109 milhões de eleitores estavam registrados para votar na Rússia, país com nove fusos horários.

Putin - que já aparecia como grande favorito na últimas pesquisas, com cerca de 60% dos votos - votou ao meio-dia na capital, acompanhado por sua esposa Liudmila, que não costuma fazer aparições públicas.

“Dormi bem, pratiquei um pouco de esporte e vim aqui”, declarou o homem forte da Rússia, que aspira recuperar a Presidência, que abandonou em 2008 para assumir o cargo de primeiro-ministro, já que não podia concorrer a um terceiro mandato consecutivo.