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João Rosan |
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Amparada na casa de uma vizinha, Tamara estava inconsolável após a devastação do fogo |
Foi a filha de apenas 3 anos de idade de Tamara Veneza, 23 anos, que viu as chamas em seu próprio quarto e avisou a mãe, aos gritos. Sem ter água para tentar começar a controlar o incêndio, Tamara se desesperou, mas não houve tempo. Vizinhos ajudaram a jovem a retirar as crianças e alguns animais de estimação do local, onde restaram apenas as paredes em alvenaria e alguns mantimentos.
Segundo Andréia Mariano de Souza, 34 anos, vizinha de Tamara, era por volta das 15h3
quando ela chegava da rua e notou que a casa da jovem, localizada na rua Professora Floripes Silveira de Souza, 2-122, no Bauru XVI, estava pegando fogo.
“Eu estava chegando com o meu marido e vi uma fumaça preta. No desespero, eu arrombei o portão da casa enquanto o meu marido pulava o muro com uma mangueira para tentar ajudar. Enquanto isso, minha filha ligava para o Corpo de Bombeiros”, descreve Andréia.
Tamara contou ao JC que estava nos fundos da casa com os dois filhos tentando lavar roupa com o pouco de água que saía da torneira. “De repente a minha menina começou a gritar e eu vi que o quarto deles estava pegando fogo. Me desesperei. Tentei apagar com uma vassoura, mas não consegui”, relatou em meio ao choro incessante.
Na tentativa de salvar a casa, que é alugada, Tamara queimou os cabelos e as roupas. Com a ajuda de vizinhos, as crianças, três cachorros e um pássaro foram retirados da residência. Logo o Corpo de Bombeiros chegou e controlou as chamas. Um botijão de gás também pegou fogo e foi retirado da casa.
Segundo informações colhidas junto aos policiais do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência, a possível causa do incêndio, que ainda será apurada pela perícia da Polícia Científica, seria um fio de eletricidade que provavelmente entrou em curto-circuito.
Amparo
O marido de Tamara, Deivid Danny Silva Almeida, 21 anos, açougueiro, estava trabalhando quando tudo aconteceu. Ele criticou a falta de água que o bairro sofre há alguns meses. “Não temos água aqui. Se a água chega pela manhã, é bem pouco”, disse.
Revoltada, a vizinha Andréia reclama que na tarde de ontem as torneiras estavam secas. “A água chega muito tarde e quando vamos abrir as torneiras pela manhã, logo ela acaba. Isso é um descaso com a população. Tenho certeza que se tivéssemos pelo menos um pouco de água, tínhamos conseguido ajudar a apagar o fogo”.
A Defesa Civil esteve no local e avaliou as condições da residência. O local não deve ser habitado por conta do risco de desabamento. Tamara, mais uma vez, chorou. Agora ela ficará na casa de sua sogra até restabelecer a vida. Tudo que havia na casa - roupas, eletrodomésticos e documentos - foi queimado.
A jovem deixa seu telefone de contato, (14) 9183-2223, para quem puder ajudá-la com donativos. Vizinhos já se uniam, no final da tarde de ontem, para contribuir com o que pudessem.
Caminhão-pipa
Nos casos de interrupção no abastecimento de água, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru oferece caminhões-pipa, mas segue uma ordem de prioridades: hospitais, postos de saúde, creches, escolas públicas, pessoas acamadas, entre outras.
No caso da população em geral, a distribuição de água é feita em utensílios domésticos como baldes e bacias dos próprios consumidores. Os caminhões-pipa podem ser solicitados através do telefone
8
-771-
195 (ligação gratuita).