Entre os habitantes do planeta, existe uma bela criatura, cujo estado de espírito está em constante evolução: a mulher. Atualmente, ela conquista, por méritos próprios, várias posições na sociedade. Dignas de bons cargos em empresas nacionais e internacionais, elas estão criando uma nova ordem social. Não é de hoje e isso não se pode negar, elas estão ocupando seu lugar ao "sol". Mas a mulher, resolvida ou não, bem sucedida ou não, seja ela médica, empresária, dona de casa ou juíza, nunca perdeu a essência da sua sensibilidade feminina. Guardiã de responsabilidades, dividindo-se, muitas vezes, em inúmeros papéis. Ora para cuidar do "ninho", ora do trabalho, ora para si mesma, ora do marido... Ali está a mulher... e quantas coisas esse amável ser consegue fazer ao mesmo! Vale a pena lembrar que até o século passado muitas não tinham escolha, pois seus caminhos eram traçados pelo pai ou marido.
Não sabiam sequer dirigir, no entanto, hoje assumem o volante da vida, chefiando uma multinacional ou fazendo as compras do mês. São conduzidas por sua vontade própria e tomam suas decisões. Não são mais influenciadas por opiniões que não tenham bons argumentos e clareza. Muitas renunciam à vida profissional para se dedicar à maternidade, outras renunciam à maternidade para se dedicar à carreira, ou as duas coisas juntas. Algumas cuidam da família, outras se tornam autosuficientes e optam por viverem só. Mas uma coisa é certa: todas têm em comum a sensibilidade e vontade de mudar. Porque a mulher é uma revolucionária inata.
É de uma inteligência admirável. Seja a adolescente que escreve no diário da infância ou a avó que domina o tweeter ou vice versa. A mulher vive em constante atualização. E apesar das imposições da vida moderna, dos golpes traiçoeiros da vida, do estresse, das más notícias, da ditadura das horas e da beleza, lá estão elas, firmes e fortes, se dividindo em mil pedaços com o único propósito: a felicidade.
O autor, João Gabriele, é cirurgião plástico em Bauru