Frankfurt - O BCE (Banco Central Europeu) piorou suas projeções para a economia do continente, em linha com a decisão de manter a taxa básica de juros para o bloco da moeda comum em 1% ao ano.
Em dezembro, o BCE projetava um crescimento de 1%, na melhor das hipóteses, e uma contração de
,5%, na pior, para a economia dos 17 países que fazem parte da zona do euro (entre eles Alemanha, França e Itália).
Ontem, o BCE reconheceu que, no melhor dos cenários a economia do bloco, como um todo, deve crescer somente
,3% neste ano, mas manteve a perspectiva de uma recessão moderada (
,5%) no pior cenário para 2
12.
Para 2
13, a autoridade monetária estimava uma recuperação em marcha lenta (crescimento do PIB entre
,3% e, 2,3%), quando divulgou suas projeções econômicas em dezembro.
Essas estimativas também foram rebaixadas neste mês: agora, o BCE projeta uma estagnação ou um crescimento de apenas 2,2% na melhor das hipóteses para o exercício do ano que vem.
“Nós acreditamos que a economia da zona do euro deve se recuperar gradualmente ao longo deste ano. A conjuntura para atividade econômica deve ser sustentada pela demanda externa, pelo nível baixo das taxas de juros e por todas as medidas já tomadas para manter o funcionamento adequado do sistema financeiro”, disse o presidente do BCE, Mario Draghi, em Bruxelas.
Mas Draghi ressaltou que os problemas dos títulos das dívidas soberanas - que ainda enfrentam a desconfiança dos mercados, o que prejudica o financiamento dos países - e os processos de ajuste fiscal (leia-se, cortes de gastos públicos) ainda devem afetar as condições para a recuperação econômica dos membros do bloco.
Grécia segue otimista perto do prazo final para troca de títulos
Atenas - Os principais bancos e fundos de pensão manifestaram apoio à oferta de troca de dívida da Grécia com credores privados, tornando altamente provável que o acordo seja aprovado e abra caminho para o pacote de resgate, necessário para evitar um calote imediato.
Com a aproximação do prazo final de até às 17h (horário de Brasília) de ontem para a aceitação e com credores de pelo menos 57 por cento do total de 2
6 bilhões de euros da dívida em negociação já comprometidos com o acordo, há uma aparente melhora da confiança em Atenas de que a troca pode seguir em frente.
“O ritmo de respostas à oferta de troca de títulos está boa, a porcentagem de detentores de títulos aceitando voluntariamente o acordo é muito alta”, disse à Reuters uma autoridade do governo, sob condição de anonimato. “Está indo bem, estamos otimistas”, disse. Uma autoridade sênior do Ministério das Finanças da Grécia disse à Reuters que bem mais de 75 por cento de títulos elegíveis seriam trocados, ultrapassando de longe o mínimo estabelecido previamente para que o acordo prosseguisse.