08 de julho de 2026
Internacional

Síria pede mais tempo para ONU

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Amã -  A chefe para questões humanitárias da ONU, Valerie Amos, disse que o governo da Síria ainda não aceitou dar acesso livre a uma missão de assistência aos locais mais atingidos pela violência.

 

Segundo ela, até o momento, as autoridades concordaram apenas em fazer “um exercício limitado de avaliação” da crise humanitária, com agências da ONU, mas que pediu mais tempo para conceder acesso desimpedido para as entidades humanitárias.

 

Em entrevista coletiva em Ancara, depois de visitar refugiados sírios na Turquia, Amos se disse “devastada” com a destruição que viu em Homs, e disse que deseja saber o destino dos civis que viviam no bairro de Baba Amr, invadido pelo Exército em 1o de março, após quase um mês de cerco a posições rebeldes.

 

 

Violência

 

Segundo ativistas, 54 pessoas foram mortas ontem na repressão. A ONU estima que ao menos 7.5

civis já foram mortos.

 

A Turquia informou que dois generais, um coronel e um sargento estavam entre as 234 pessoas que chegaram ao país.

 

As forças sírias mataram pelo menos 54 pessoas ontem, disseram ativistas, um dia antes da chegada ao país de uma missão de paz da ONU e da Liga Árabe, sob o comando de Kofi Annan. Annan, ex-secretário-geral da ONU que chega hoje a Damasco, defendeu uma solução negociada para a crise, mas dissidentes dizem não haver espaço para o diálogo enquanto houver repressão. Annan tem prevista uma reunião com Assad.

 

Morteiros e disparos de tanques caíram em bairros da oposição na cidade de Homs (centro), matando 17 pessoas, segundo os ativistas. Outras 24 teriam sido mortas na província de Idlib, e 13 em outras partes da Síria.

 

“Trinta tanques entraram no meu bairro às 7h da manhã de ontem, e eles estão usando seus canhões para atirar nas casas”, disse Karam Abu Rabea, que mora no bairro de Karm al Zeitoun, em Homs.

 

Como ocorre todas as semanas, com intensidade cada vez maior, multidões saíram às ruas para protestar contra o presidente Bashar al Assad após as preces da sexta-feira. Neste dia em especial, um foco das manifestações foi o aniversário de uma rebelião curda na Síria, em 2

4, que deixou cerca de 3

mortos. Cidades do nordeste, com intensa presença curda, tiveram passeatas com milhares de pessoas.

 

A agência estatal de notícias Sana noticiou grandes manifestações pró-Assad em Damasco e Hassaka (nordeste). As restrições impostas pelo governo ao trabalho da imprensa dificultam a confirmação dos relatos que chegam do país. A ONU estima que mais de 7.5

pessoas já tenham morrido em um ano de repressão.