Estamos vivendo em pleno período da Quaresma, após toda a folia do Carnaval e depois da Quarta-feira de Cinzas dos perdões (remissões dos pecados) e logo teremos a Páscoa.
Estas criações da Igreja de fato tiveram a sua valia, nos séculos idos (passados), para que o povo pudesse se esbaldar em alegria, sendo que o 4.º dia (das cinzas) fora formulado para arrependimento dos exageros da carne, dos dias de folia, recebendo assim o perdão pela Igreja. Agora, a própria Igreja abomina e rejeita tais festividades carnais, sendo a mesma genitora desta festa, conforme o seu calendário.
E, nesses 40 dias da Quaresma, em que os foliões deveriam estar em contrições, jejuns e orações, mas bem longe disso, já planejam brincar nas "micaretas", nesses carnavais extras, afora todas essas programações "eucarísticas" da Igreja.
O coelho logo entrará em cena, como personagem da Páscoa, que ultrapassa todo o sentido bíblico, cuja base e a festa são plenamente judaicas, por sua história única da passagem do Egito a Canaã, e o senhor Jesus transformará esta em Santa Ceia ao comemorar a última Páscoa, como judeu que era ele (S. Mat. 26, 17-29).
Assim, esses fantasiosos símbolos, explicados pela Igreja, não mudam ninguém, nem mesmo uma palha, servindo apenas para fomentar o comércio, juntamente com o paganismo. Como gestora de tudo isso, esta poderia desde o passado, conclamar o povo, para uma alegria popular em Deus, como seu senhor, por três dias de maior crescimento e felicidade pessoal, proporcionados pelo próprio autor da genuína alegria (Salmo 100).
Carlos Roberto dos Santos