07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

ERA DE SUCESSO E CORRUPÇÃO


Ricardo Teixeira ficou 23 anos à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nesse período, a Seleção Brasileira conquistou diversos títulos, porém, a Era Teixeira ficou marcada por várias denúncias de corrupção. Além de deixar definitivamente o comando da CBF, o dirigente também está fora do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. José Maria Marin leu a carta de renúncia de Ricardo Teixeira que, apesar das frequentes críticas da torcida, imprensa e de alguns presidentes de Federações, agradeceu pelo carinho e preferiu lembrar-se das conquistas que teve à frente da entidade máxima do mais popular esporte do País e do planeta. O ex-genro de João Havelange foi eleito em 1989, ao derrotar Nabi Abi Chedid no pleito para suceder Octávio Pinto Guimarães. No mesmo ano, a CBF criou a Copa do Brasil, e a Seleção sagrou-se campeã da Copa América, encerrando um tabu de 50 anos sem vencer o ex-Sul-Americano. O Brasil ganhou também a competição continental em 1997, 1999, 2004 e 2007. Conquistou o tetra na Copa de 1994, encerrando outro longo jejum. Em 2002, veio o penta. O Brasil também foi campeão das Copa das Confederações, em 1997, 2005 e 2009. Outra ótima mudança aconteceu em 2003, quando o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado por pontos corridos. Porém, sucessos no campo, e escândalos fora dele, como o contrato milionário de patrocínio com a Nike. Teixeira foi um dos principais alvos da CPI do Futebol (Senado) e da CPI da Nike (Câmara dos Deputados). A renúncia, divulgada ontem pela manhã, virou uma "febre" nas redes sociais. Milhares de internautas comemoraram. Mas se Teixeira era ruim ou não para o futebol brasileiro, só o tempo dirá.

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GAFE


José Maria Marin cometeu uma gafe em sua primeira entrevista como novo presidente da CBF. Ao confirmar que também assumirá o comando do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, o substituto de Ricardo Teixeira, afirmou. "Vou assumir o COL ao lado de um grande ex-jogador, o Romário". O Baixinho, não. Ronaldo Fenômeno, sim.

BRASILEIRINHO


Com mudança, o Brasileiro da Série C será disputado de 27 de maio a 4 de novembro. Em 2011, os clubes foram divididos em quatro chaves de cinco times. Em 2012, haverá dois grupos de 10 times que se enfrentarão dentro das chaves, em turno e returno. Após as 18 rodadas, os quatro primeiros colocados de cada lado avançam para a segunda fase, que será disputada no sistema de mata-mata. Após os dois confrontos diretos, os quatro ganhadores já garantem o acesso à Série B de 2013.

EXIGENTE


Após ser criticado por Émerson Leão, de abusar das jogadas individuais na partida contra o Independente, pela Copa do Brasil, Lucas mudou seu estilo de jogo anteontem, contra a Portuguesa. O meia-atacante são-paulino preferiu dar o passe a um companheiro do que o drible. O Tricolor venceu o meio clássico, mas a mudança de Lucas não parece ter agradado ao treinador.


AJUDA


"Preciso ajudar o União São João". A declaração é de Roberto Carlos, em entrevista ao jornalista Milton Neves, no programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes AM. "Clube de tradição como o União não pode ficar de fora do Paulistão", completou o lateral-esquerdo pentacampeão mundial. Roberto Carlos não está por dentro da situação, porque antes de pensar na elite, é melhor pensar em salvar o time de Araras do rebaixamento à Série A3.


AMADORZÃO


Vitor Oshiro, repórter do JC, diz que no Campão de Pirajuí, só dá Papelão, Fiala e mais nove. O primeiro joga no Redentor. Fiala é zagueiro, e Papelão forma uma infernal dupla de atacantes com Guilherme no Redentor. Aliás, vi o time grená jogar domingo, e gostei de todos os atletas. Felinto, Michel, Washington e Danilo também jogam o fino da bola.


O REI PELÉ


Concordo com o amigo Marco Zambon, ótimo músico, sobre Pelé. Com relação a casa em Bauru, não estou 100% por dentro do assunto. Mas há um preconceito, sim, e críticas injustas ao Atleta do Século 20, toda a vez que seu nome é citado. Dizer que Pelé não está nem aí com a cidade, é falta de assunto. Ele fala mais de Bauru do que de Três Corações, sua terra natal. Há pouco tempo na ESPN, TV Gazeta e Programa do Jô, falou da sua infância em Bauru. Em 1975, inaugurou a sede regional do Sindicato dos Jornalistas, recebeu o título de cidadão bauruense e participou de jogo no extinto campo do BAC, revivendo a final entre Baquinho e Caçula, 23 anos depois. Só que ele não pode estar sempre por aqui, porque é cidadão do mundo. Hoje está em Londres, amanhã em Paris e depois em Hong Kong. É o Rei, sim. Nem Juscelino e Getúlio Vargas ? além de Lula e FHC ? foram tão conhecidos lá fora como o superastro do futebol, que fez parar até uma guerra na África. Houve uma trégua por causa da presença do Santos de Pelé no Congo, década de 60.


MEMÓRIA


Campeonato Paulista de 1974: Santos 2 x 1 Noroeste, na Vila Belmiro, gols de Marinho e Léo. Julinho marcou para o Norusca. Árbitro: José de Assis Aragão. Público pagante: 10.013. Santos: Cejas; Carlos Alberto Torres, Marinho, Vicente e Turcão; Léo, Nelsi e Mazinho; Nenê, Pelé e Ferreira. Noroeste: Roque; China, Tecão, Moacir e Olegário; Lorico, Zé Mario e Zé Rubens; Rodrigues, Sérgio Moraes e Julinho.

AQUELE ABRAÇO


Aquele abraço Jê, Ferrugem, Edgar, Marcão, galeras dos bairros Geisel e Redentor.